Nada como um jogo após o outro para colocar as coisas no eixo. O Palmeiras estava pressionado pelos últimos resultados sem vencer – empate em 2 a 2 com o Atlético-MG na estreia do Brasileirão e derrota por 1 a 0 para o Botafogo-SP no Paulista. Mas não está mais. Havia muita crítica em razão do desempenho abaixo da expectativa. Abel era questionado e direção, alvo de uma enxurrada de reclamações. Só que o futebol segue seu rumo de “quarta e domingo” e encurta a distância que fica estabelecida entre o “céu e o inferno”.
Contra o Vitória na Arena Barueri, nesta quarta, em sua segunda apresentação pela competição nacional, o Palmeiras voltou a mostrar boas credenciais. Abel mandou a campo o time titular, de cabo a rabo, com Carlos Miguel, Khellven, Murilo, Gustavo Gómez, Piquerez, Andreas Pereira, Marlon Freitas, Maurício, Alan, Flaco López e Vitor Roque.

Abel sabe, a equipe sabe e a torcida sabe também que é hora de retomar a confiança porque, no domingo, às 20h30, o Palmeiras vai até a Neo Química Arena encarar o Corinthians, no dérbi válido pela 7ª rodada do Estadual. Para esse duelo, o Palmeiras terá confiança renovada após a boa apresentação diante dos baianos e a goleada impiedosa de 5 a 1.
Artilharia na zaga
O primeiro tempo do Palmeiras foi de bola no chão. Com mais balanço ofensivo e orquestrado por um Andreas Pereira afinadíssimo, o jogo foi fluido e eficiente. Mas funcionou mesmo quando a dupla de zaga se mandou ao ataque. Murilo foi o primeiro a sair para o abraço, completando um escanteio venenoso cobrado pelo próprio Andreas. Teve comemoração, abraço e desabafo de um defensor que vira e mexe recebe cobranças. Depois foi a vez de Gómez.
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Golaço-aço-aço
Literalmente no último lance do primeiro tempo, o Palmeiras assinou uma pintura de gol. Andreas partiu para o ataque e achou Piquerez, que devolveu para o camisa 8. E ele esbanjou: de calcanhar, o meia devolveu na medida para o lateral-esquerdo cruzar rasteiro e encontrar Maurício livre.

De longe, sim!
É verdade que o Vitória ainda conseguiu descontar na etapa final, com Dudu finalizando de dentro da área, no alto, sem chances para Carlos Miguel. Mas foi muito pouco para esboçar qualquer reação diante de um Palmeiras dominante do início ao fim.
Que não deixaria barato pelo pé calibrado do desequilibrante Allan. Em rápido ataque pela ponta-direita, ele foi puxando para dentro e mandou uma bomba no canto para ampliar o marcador. A contagem ainda seria alterada uma última vez, também em um chute de fora da área, mas de Ramón Sosa. Não foi aquela finalização precisa do paraguaio, mas a bola desviou na zaga para morrer no fundo do gol. No minuto final, os pouco mais de 8 mil presentes em Barueri apoiaram a equipe, mas deixaram a mensagem com o canto: “É guerra, domingo é guerra”.





