Abel Ferreira venceu três campeonatos paulistas desde que desembarcou no Palmeiras. Ganhou nas edições de 2022, 2023 e 2024. Nos outros dois que disputou, ficou com o vice, em 2021 e 2025. Há uma situação comum na trinca de troféus: em todas elas, tinha a melhor campanha e, por isso, decidiu como mandante até o fim. Curiosamente, nas duas vezes perdidas, o português não tinha essa vantagem. Isso significa que ele sabe muito bem a importância de levar a liderança da primeira fase. E era isso que estava em jogo para o Palmeiras na 8ª e derradeira rodada do Estadual, diante do Guarani, na Arena Barueri.
Só que o empate por 1 a 1 que persistiu até o fim não foi suficiente para dar ao Palmeiras a melhor campanha. O ponto conquistado deixou o time com os mesmos 16 pontos do líder Novorizontino, mas atrás nos critérios de desempate. No cruzamento, o adversário das quartas de final está definido: será o Capivariano. A decisão será em solo palmeirense.

Quebra-cabeça da minutagem
Abel, suspenso, foi representado por João Martins e mandou a campo uma escalação mais mista do que reserva, como muita gente previa por causa da tranquilidade na tabela. Os 11 iniciais para o confronto foram Carlos Miguel; Giay, Gustavo Gómez, Bruno Fuchs e Jefté; Emiliano Martínez, Lucas Evangelista e Mauricio; Sosa, Flaco López e Vitor Roque. A comissão palmeirense fez seis alterações em relação à equipe titular nos últimos três jogos. O banco de reservas tinha Khellven, Murilo, Piquerez, Marlon Freitas, Andreas Pereira e Allan. Os últimos quatro entraram no decorrer do jogo.
Quem não faz…
O torcedor conhece o ditado. Foi uma avalanche palmeirense diante do Bugre no primeiro tempo. Para se ter uma ideia, o Palmeiras teve 75% de posse de bola, contra apenas 25% do adversário, como apontou o SofaScore. Não foi aquele domínio na defesa, em que a bola fica dançando nos pés dos zagueiros, laterais e volantes. Pelo contrário, o Palmeiras foi intenso, muito veloz e com uma coleção de oportunidades perdidas.

Mas o time perdeu gol de tudo quanto foi jeito. Com Sosa, Flaco, Maurício e Vitor Roque. Todo mundo teve oportunidade. Alguns por falta de pontaria. Raríssimas vezes o Guarani esteve no ataque. Mas, quando chegou, guardou. E fez a rede balançar cedo, logo aos 9 minutos, antes até da sequência de finalizações alviverdes. Foi com Lucca, completando o rebote de Carlos Miguel, que salvou outras duas vezes no mesmo lance.
Insistência recompensada
Na volta do intervalo, mudou apenas o lado do campo. Quando a bola rolou, parecia um “Control C, Control V” do que havia acontecido na primeira parte do jogo. Era o Palmeiras praticamente morando no campo de ataque, ao passo que o Guarani tentava encaixar um contragolpe em velocidade. Como a coisa não acontecia, João Martins resolveu colocar outros titulares: Allan, Marlon Freitas, Andreas Pereira e Piquerez entraram.
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Na base da insistência, o Palmeiras chegou lá. Depois de tanto tentar, a bola entrou. Após um lançamento preciso de Bruno Fuchs para Sosa, o paraguaio ajeitou para o meio da área, onde Flaco López estava livre para estufar as redes e sair fazendo sua comemoração de máscara. Para efeito de registro, Vitor Roque perdeu dois gols dos mais inacreditáveis. Eles fizeram falta e impediram que o time tomasse a liderança geral.
Arias joga na próxima?
O Verdão agora muda a chavinha e ativa o “modo Brasileirão”. O próximo compromisso é contra o Fluminense, às 21h30, novamente na Arena Barueri, pela 4ª rodada do Nacional. Recém-chegado ao Palmeiras, Jhon Arias não esteve relacionado diante dos campineiros, mas há a expectativa – não oficializada – de que o colombiano apareça na lista para o duelo com o seu ex-clube. Seu contrato já foi publicado no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF. Portanto, ele está apto para fazer sua estreia com a camisa verde.





