O dinheiro distribuído para os clubes no Paulistão 2026 faz da competição uma das mais importantes do futebol brasileiro, mesmo a despeito de estar no fim da fila dos interesses dos times e do calendário que se impõe aos clubes e aos seus torcedores. O torneio dividiu uma receita de R$ 280 milhões nesta temporada. O campeão Palmeiras ficou com R$ 34 milhões pela participação e mais R$ 5 milhões de premiação pela conquista. Não é dinheiro pequeno.

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Todos os quatro grandes ganharam uma cota gorda da Federação Paulista de Futebol (FPF). O que poucos sabem, no entanto, é que os clubes menores de São Paulo, aqueles que passam o pires para tentar sobreviver financeiramente na temporada, ganharam neste ano entre R$ 6 milhões e R$ 11 milhões. Foram oito jogos na primeira fase e mais as etapas de mata-mata, totalizando 12 partidas para os finalistas. O Novorizontino ganhou R$ 1,5 milhão a mais com o segundo lugar.

Capitão Gustavo Gómez, do Palmeiras, carrega a taça de campeão do Paulistão 2026 / Paulistão

Para os times pequenos do Estado, alguns tradicionais, como Guarani e Ponte Preta, mas que se perderam em gestões passadas e tentam se arrumar, o Paulistão é esperado mais do que todas as outras competições, justamente por causa das receitas que gera. A FPF teve neste ano 19 patrocinadores, uns maiores e outros nem tanto, mas com visibilidade para todos eles. Eles pagaram a conta e se mostraram na vitrine da competição. O cara ou coroa da saída de bola entre os capitães foi trocado por produtos das Casas Bahia. Frigideira ou Panela de pressão? A empresa ficou feliz com o resultado.

Paulistão e Brasileirão juntos

Mas ainda é preciso ter uma contrapartida melhor dos clubes participantes do Paulistão, como estádios mais bem preparados e campos em condições adequadas para o jogo. Não pode ser só esperar o dinheiro na conta. A tendência é que acertos no calendário sejam feitos para a edição de 2027. Os jogos se intercalaram com o Brasileirão. Ou os times se acostumam com isso ou a CBF terá de mudar datas. A Copa do Mundo mexeu com a estrutura das competições neste ano, mas a tendência é que a CBF mantenha os Estaduais na abertura da temporada em meio ao Nacional.

Paulistão 2026 tem a sua seleção, com jogadores dos finalistas Palmeiras e Novorizontino em maior número / Paulistão

A perspectiva do Paulistão e o seu interesse estão diretamente ligados à condição do clube em disputa. O Palmeiras queria muito ganhar o Estadual deste ano porque passou em branco nas conquistas da temporada passada. Os clubes do interior sabem o valor das fases agudas e de uma decisão estadual. O torneio é uma grande vitrine para venda e compra de atletas. A torcida é ávida a ver o seu time novamente após o recesso do fim do ano. Mas os estádios podem ser mais bem estruturados.

Menos jogos e mais dinheiro: 17%

Talvez o segredo do Paulistão seja “pegar” os sempre favoritos em condições de igualdade com os menores, de modo a dar a eles mais condições de jogo. O problema que se observou nesta edição nova com menos datas foi a possibilidade de queda. Se os grandes de São Paulo não se prepararem para o Paulistão, eles correm riscos de rebaixamento após as oito primeiras rodadas. O formato mudou.

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A FPF informa que o aumento pago aos clubes em comparação à temporada passada foi de 17%, levando-se em conta o número de jogos realizados. Para os times, é dinheiro que não dá para abrir mão. Nem para os mais ricos, como o Palmeiras. Toda receita é bem-vinda. O que os clubes precisam é se organizar melhor para atender bem todas as suas demandas do ano, com elencos maiores e melhores jogadores em todas as posições.

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