Por Leonardo de Sá
Mais um capítulo da recente história amarga do Vasco teve um desfecho nesta quarta-feira. O meia Philippe Coutinho pediu para deixar o clube. Ele vinha sendo cobrado por torcedores em São Januário. Em um início de temporada de derrotas sob o comando de Fernando Diniz, o time perde o seu camisa 10 e maior esperança de mudar esse cenário. A decisão, comunicada diretamente ao presidente Pedrinho, põe fim a uma trajetória de 81 jogos, 17 gols e sete assistências desde o seu retorno à Colina.
O estopim para a saída ocorreu no último sábado, dia 14, durante a classificação dramática do Vasco para a semifinal do Campeonato Carioca contra o Volta Redonda. Na ocasião, Coutinho foi titular, mas acabou substituído ainda no intervalo. O jogador saiu de campo sob fortes vaias da torcida em São Januário. Diniz pensou no time e não no momento ruim do jogador. O descontentamento do atleta ficou evidente quando ele não retornou ao banco de reservas para acompanhar o segundo tempo da partida com o restante do elenco. O treinador não fez uma leitura correta do que poderia acontecer com o jogador.

O clima de tensão dominou os bastidores após o apito final daquela partida. Em entrevista coletiva, o técnico Fernando Diniz demonstrou desconforto ao ser questionado sobre o paradeiro de seu principal jogador durante a etapa final. “Eu não percebi que o Coutinho não tinha retornado ao banco, para falar a verdade. Não falei com ele até agora”, limitou-se a dizer o treinador, enquanto encerrava sua participação na sala de imprensa.
Diniz defendeu a sua substituição
Diniz defendeu a substituição técnica, afirmando que o meia não estava bem no jogo. Apesar de assegurar que mantém uma relação “muito próxima e ótima” com o jogador, o comandante não conseguiu evitar a ruptura. A direção vascaína foi pega de surpresa com a postura de Coutinho, que na atual temporada somava três gols e uma assistência em sete partidas disputadas.
Coutinho havia retornado ao Vasco em julho de 2024, inicialmente por empréstimo do Aston Villa, antes de assinar em definitivo por uma temporada. Neste período, foi peça fundamental na condução da equipe até a final da Copa do Brasil de 2025. O meia, revelado pela base cruz-maltina em 2009, encerrou este ciclo após ter passado por gigantes da Europa, como Liverpool, Barcelona e Bayern de Munique.
SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
Threads
Tik Tok
O pedido de rescisão foi tema de uma reunião interna nesta quarta-feira de manhã. O estafe do jogador encaminhou a rescisão ao presidente Pedrinho. Embora o documento ainda não tenha sido formalmente assinado, a saída é tratada como irreversível. O Vasco agora tem uma semifinal para jogar do Campeonato Carioca. A diretoria precisa reorganizar o sistema ofensivo do time sem o seu jogador de maior peso técnico, enquanto lida com o desgaste entre o elenco e o comando.





