Por Paulo Vinícius Coelho, o PVC
Cristiano Ronaldo e Lionel Messi se tornarão os dois primeiros jogadores da história do futebol a entrarem em campo por seis Copas do Mundo diferentes. A lista curta dos que jogaram cinco edições do Mundial inclui os dois mitos da década passada e também o alemão Lothar Matthäus e os mexicanos Carbajal, Rafa Márquez e Guardado. Se considerar inscrições e não partidas disputadas, o italiano Buffon e o mexicano Ochoa também entram na relação.
Neymar está longe dessa marca. Com muito esforço, é possível imaginá-lo no seu quarto Mundial, mas terá de jogar muito bem os quatro primeiros meses do ano para convencer o técnico Carlo Ancelotti de que fará bem para o time e para o ambiente.

Quem acredita em Neymar e Gabigol é o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, que levou os dois para tentar acabar com a seca de títulos do clube, que chegará a dez anos em 2026 se não ganhar nada. Há treze temporadas, em 26 de maio de 2013, a estreia de Gabigol aconteceu em Brasília, simultaneamente à despedida de Neymar. Havia 63 mil torcedores no Estádio Mané Garrincha, primeira rodada do Brasileirão.
Neymar e Gabigol juntos
Gabigol entrou aos 24 minutos do segundo tempo no lugar de Henrique Dourado, o Ceifador. Mais tarde, em 2016, na Olimpíada do Rio, Gabriel e Neymar atuaram em todas as seis partidas da campanha do Brasil que levou à medalha de ouro. E, com Tite, incrível contradição com o técnico a quem Gabi considera desafeto, Neymar e Gabriel jogaram sete partidas pela seleção principal. Ao todo, 742 minutos, 14 jogos, 11 gols, sete de Neymar e quatro de Gabriel.
Eles são cunhados
Os dois se tornaram amigos e hoje são cunhados, porque Gabigol é namorado de Rafaella, irmã do maior craque do Brasil depois da geração do penta. O que nos remete à campanha presidencial de 1965, da eleição cancelada pelo Golpe Militar do ano anterior: “Cunhado não é parente.” O slogan era completado pela frase “Brizola, presidente!” Porque Leonel Brizola era cunhado de João Goulart, presidente deposto pelo golpe.

Já houve histórias assim no Santos, com Pelé e Lima, o Curinga da Vila, nos anos 1960. Deu tão certo que Pelé foi tricampeão mundial. O problema é que Neymar nunca conseguiu cunhar sua marca em Copas do Mundo, exceto pelos memes de quedas exageradas após entradas fortes de zagueiros mexicanos ou costarriquenhos, durante a edição da Rússia, em 2018.
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Ninguém vai duvidar de Neymar, nem mesmo de Gabigol, se a dupla jogar muito bem até maio, data da convocação final. A pergunta é por que duvidamos? E a resposta está na ponta da língua de todos em mesas redondas, textos de sites ou mesas de bar. Hoje, parece mais fácil ganhar na Mega-Sena do que apostar que Neymar será destaque da Copa do Mundo de 2026. Gabigol, então, nem se fala.
Falar menos e jogar mais
Às vésperas do Natal, Neymar subiu ao palco do cantor Thiaguinho, seu amigo, no show do Tardezinha. Disse que fará o possível e o impossível para trazer a Copa do Mundo. “Ajuda nós, Ancelotti.” O desafio não é calar os críticos. É falar com os pés.




