Aos 67 anos, quase cinco décadas depois de estrear no futebol profissional, o italiano Carlo Ancelotti poderia estar curtindo uma merecida aposentadoria, no papel de avô, curtindo seus netos, Lucas e Leonardo. Teve uma carreira de destaque, atuando como meia dos bons, técnico e inteligente, no Parma, Roma e Milan. Fez história ao lado de craques brasileiros, como Falcão e Toninho Cerezo, com quem formou um meio-campo de respeito no clube da capital italiana. No final da carreira, mesmo com seus joelhos destruídos pelos implacáveis pontapés dos zagueiros, continuou a exibir um estilo técnico e elegante nos campos de futebol por onde atuou.
E, quando pendurou as suas chuteiras, ficou ainda mais célebre como um dos técnicos mais vencedores da história do esporte. Começou como assistente-técnico do célebre Arrigo Sacchi. Juntos, eles levaram a seleção italiana ao vice-campeonato mundial, em 1994, em uma final definida pelo pênalti que Roberto Baggio chutou por cima das traves defendidas por Taffarel. Depois deste percalço, Carletto, como ficou conhecido, tornou-se um vencedor contumaz.

Ancelotti no seu maior desafio
Considerado um exímio estrategista, observador arguto e bom em entender seus jogadores, brilhou com o Milan, com o Chelsea, com o Paris Saint-Germain e, principalmente, com o Real Madrid, que transformou em uma máquina de ganhar a Liga dos Campeões da Uefa, com três conquistas. Com tudo isso realizado, deixou a tranquilidade de lado e foi comandar um vulcão chamado seleção brasileira.
Apesar das cinco estrelas sobre o escudo da CBF, topou um desafio e tanto: transformar uma equipe que sofreu nas eliminatórias sul-americanas para o Mundial de 2026 em uma equipe coerente e competitiva. E que, apesar de seus talentos individuais, como Vinícius Jr. e Raphinha, entre outros bons jogadores, virou potência de segunda prateleira, para muitos analistas, fora do top 5 do ranking da Fifa, atrás de Argentina, Espanha, França, Inglaterra e Portugal. Ancelotti não concorda com esta avaliação, bem entendido.
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“Nossa equipe tem boas qualidades e nível técnico”, disse. “Tenho confiança de que podemos competir com todo mundo após o trabalho que estamos fazendo no último ano.” Um dos maiores vencedores de títulos importantes entre os técnicos, Ancelotti sabe que, para erguer troféus, é preciso ter uma equipe ajustada, competitiva, com talentos individuais e que lute até o final. Essa receita pode acabar funcionando com o Brasil.





