Pode parecer improvável. Pode soar como ousadia. Mas acreditar que o Fluminense tem condições de ser finalista do Super Mundial de Clubes da Fifa, nesta terça-feira, nos Estados Unidos, está longe de ser um devaneio de torcedor apaixonado. É, antes de tudo, uma hipótese plausível — sustentada por tudo que o time carioca já construiu até aqui.

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Sim, porque este Fluminense já superou obstáculos tão grandes quanto o Chelsea. Sim, porque mesmo correndo por fora, longe do bloco dos favoritos, o clube tricolor exibiu ao longo da campanha uma série de virtudes que justificam a fé em mais uma jornada heroica. Organização tática. Solidez defensiva. Um sistema de jogo que respeita as limitações do elenco ao mesmo tempo em que potencializa suas qualidades. Essa combinação tem sido a base do caminho trilhado até aqui.

Renato Gaúcho comenta sobre a necessidade do Fluminense de ‘caçar’ os rivais do Chelsea e de jogar/ Robson Morelli

A defesa é o alicerce. O veterano Fábio tem feito atuações seguras, dignas de um dos grandes goleiros da história recente do futebol brasileiro. À frente dele, a zaga formada por Thiago Silva e Ignacio tem se mostrado firme e confiável, mesclando liderança, leitura de jogo e vigor físico. No meio, a ausência de Martinelli pode ser compensada pelo momento iluminado de Hércules, que virou uma peça-chave nos momentos decisivos da equipe.

O pequeno grande Arias

E na frente, tudo passa pelos pés inquietos de John Arias. O colombiano, pequeno no tamanho, mas gigante na importância, é o cérebro da engrenagem ofensiva: arma, acelera, cadencia, aparece em todas as jogadas com lucidez e coragem.

E há também o treinador. Renato Gaúcho, muitas vezes visto como mais estrela do que estrategista, abraçou um novo papel. Com menos vaidade e mais entrega, tornou-se um técnico respeitado pelo elenco — e, por que não, admirado também fora dele. Seu trabalho é, por ora, incontestável. O Fluminense joga com identidade, com método e com alma.

Chelsea contra o Palmeiras

Do outro lado estará um Chelsea que, é verdade, fez sua melhor partida na competição justamente contra o Palmeiras. Mas venceu num lance isolado, numa infelicidade rara do goleiro Weverton. Não foi um domínio avassalador nem uma exibição de autoridade absoluta. Foi um jogo equilibrado, decidido num detalhe.

Fluminense formou uma família nos Estados Unidos: time de Renato chegou antes do que seus rivais do Brasil / Fluminense

E é nisso que o torcedor tricolor deve se apoiar. Em jogos desse tamanho são as minúcias que fazem a diferença. Um passe que entra. Um desarme salvador. Uma bola na trave. Um goleiro inspirado. E o Fluminense já mostrou que sabe viver nesse território da tensão máxima. Que sabe resistir. Que sabe acreditar.

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Na coletiva desta segunda-feira, Renato reconheceu o favoritismo doto rival inglês, mas foi enfático: o Fluminense não veio aos Estados Unidos para fazer turismo. Veio para fazer história. E quando um time chega a esse ponto com essa clareza de propósito, com esse espírito competitivo e com esse grau de comprometimento coletivo, é impossível ignorar suas chances.’Sim, é possível. O Fluminense pode, sim, sonhar com a final. E se continuar jogando como vem jogando, esse sonho tem tudo para se transformar em realidade.

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