Erling Braut Haaland não entra em campo apenas para jogar futebol. Ele entra para cumprir uma missão: balançar as redes. Quando a bola rolar no domingo, dia 5, para o confronto contra o Brasil, o atacante norueguês será a maior ameaça para a classificação brasileira às quartas de final. No entanto, não é apenas seu faro fino para o gol que contagia. Haaland carrega um carisma que o torna o inimigo impossível de não gostar.

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A imagem que a gente tem de outros grandes nomes do futebol mundial, daquele sujeito sério, blindado por assessorias de imprensa e impecável nas entrevistas, não se aplica ao camisa 9 do Manchester City. Haaland é o cara que não tem medo de ser “estranho”, que abraça o seu lado excêntrico e, principalmente, que sabe rir de si mesmo. Há ainda um belo sinal dos tempos da sua geração – ele tem 25 anos – de saber usar muito bem as redes sociais e de entender que, no futebol de hoje, a conexão com o torcedor vai muito além do que acontece no campo.

Além do faro de artilheiro, Haaland também se notabiliza pelo carisma e o bom humor / Reprodução

Essa dualidade entre o predador implacável e o jovem carismático é o que transforma qualquer aparição de Haaland em um evento – isso sem contar os seus 1,95m de altura e as longas madeixas louras características. O duelo contra a Seleção Brasileira ganha, portanto, um contorno especial. O Brasil entra em campo em Nova Jersey precisando conter uma das maiores forças da natureza do futebol atual, mas, fora das quatro linhas, muitos torcedores brasileiros enxergam um ídolo que, ironicamente, conquista o público por ser exatamente o oposto do que se encontra normalmente em um matador como ele.

O carisma que desarma o protocolo

A recente brincadeira com Vini Jr. nas redes sociais é o exemplo perfeito de como ele navega pelo ambiente futebolístico com uma leveza que falta a tantos outros nomes de peso. Se trata de um meme que o coloca na cena clássica do filme “As Branquelas” ao lado do atacante brasileiro. Ele fez piada, quebrou o gelo. “Chamou” o camisa 7 para produzir realmente a cena gerada por IA na galhofa. Vini Jr. respondeu com risos. Em vez de rivalidade fria ou posturas corporativas, o norueguês opta pela zoeira, pela interação, pelo jogo de cintura. Essa atitude desarma o torcedor adversário.

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Uma rápida olhada pelas redes sociais mostram vários outros exemplos, como sua fantasia de Viking – com chapéu de chifre e tudo –, ou de ser um dos empolgados da brincadeira do navio que formam a sinergia da sua seleção com os torcedores. Essa postura é também, mas não apenas “marketing”. Soa genuíno. O centroavante trouxe para o futebol de elite uma dose de realidade que o esporte estava perdendo. Além da bola, essa despretensão o impulsiona a ser um fenômeno de popularidade, elevando a marca “Haaland” para um nível onde a competência técnica se funde à personalidade marcante.

Carismático que só, é sempre bom lembrar que Haaland é uma máquina de fazer gols. Na seleção nórdica, são 60 em apenas 53 partidas. Na carreira, impressionantes 357. Vale deixar o registro de que o seu valor de mercado já ultrapassa R$ 1 bilhão.

 

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