A torcida do organizada do Palmeiras Mancha Verde, na voz de um de seus membros da velha guarda, Paulo Serdan, começa a pressionar os conselheiros para não aprovar qualquer mudança no estatuto do clube que possa fazer com que a presidente Leila Pereira concorra para mais uma reeleição. O assunto, que parecia enterrado, voltou à tona quando a própria Leila disse em Lima que ela acataria a decisão da maioria dos associados sobre um terceiro mandato. Ela não admite o uso da palavra “golpe” porque entende não se tatar disso. Leila prefere chamar o movimento de uma “vontade dos associados”.
A decisão de mudar o estatuto diz respeito apenas à comunidade do clube. São os conselheiros que encaminham e votam prováveis mudanças estatutárias. Há regras para isso, com votação mínima. O Conselho Deliberativo teria a função de organizar e dar lisura a todo o processo.

Não é incomum clubes de futebol atualizarem seus estatutos. Os estatutos são as regras que regem o clube em todos os seus segmentos. O São Paulo já mudou o seu estatuto em 2011 e deu ao então presidente Juvenal Juvêncio a possibilidade de comandar o clube em um terceiro mandato, exatamente como deseja Leila Pereira após 2027.
Leila não fala com a Mancha
A Mancha não concorda com a administração da presidente Leila Pereira. Torcida e dirigente já estiveram juntos no passado, mas os laços foram rompidos há mais de três anos. Desde então, Leila parou de ajudar a Mancha financeiramente e até pediu de volta um dinheiro doado para levar torcedores ao Mundial da Fifa.
Serdan já comentou que fez uma avaliação errada do que seria a gestão Leila Pereira no Palmeiras. Recentemente, os torcedores se comprometeram a apoiar o time “contra tudo e contra todos” e houve uma trégua das partes. Com a Libertadores e o Brasileirão perdidos, a torcida começou a se manifestar sobre os fracassos da temporada. Abel prefere colocar a culpa na arbitragem da CBF.

Mudar as regras do jogo não deixa de ser uma manobra política dentro do clube. O Corinthians passa pelo mesmo processo, com outras reivindicações. No caso do Palmeiras, a única reivindicação, por ora, seria tornar a presidente elegível por mais três temporadas, de modo a permitir que Leila participe das próximas eleições em 2027 para um terceiro mandato de 2028 a 2030.
Leila é do futebol
Leila admitiu que se descobriu no futebol. Ela está disposta a deixar o comando de suas empresas para se dedicar unicamente à gestão de um clube. Ela negou que gostaria de assumir a CBF, tampouco algum outro cargo em entidades esportivas. Ficar no Palmeiras é hoje o seu maior desejo. Leila é dona da Arena Barueri. Suas empresas também emprestaram R$ 80 milhões ao Vasco, o que pode fazer dela uma acionista minoritária das ações do clube em dois anos, prazo do acerto da dívida.
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Portanto, há uma cobrança da torcida organizada do Palmeiras para que os conselheiros do clube não se dobrem à vontade da atual presidente. Leila tinha a intenção de fazer de Paulo Buosi, um dos seus vices, o seu sucessor no comando do Palmeiras. Buosi é um dirigente mais discreto. Esteve no Mundial de Clubes da Fifa e acompanha a presidente com regularidade. Ele está sendo preparado há pelo menos dois anos para a transição, claro, em caso de eleito pelos associados do clube. Se o estatuto for mudado, Buosi terá de esperar um pouco mais.





