Começou. Sem discursos inflamados, mas com muita expectativa, enfim Carlo Ancelotti está no comando da seleção brasileira. A fase do anúncio, das apresentações e das especulações ficou para trás. Até mesmo a crise de poder na CBF parece engavetada. Agora é olhar para a frente e acompanhar o trabalho de campo do novo treinador. É bola rolando. Agora é ‘Projeto Copa’ em andamento.
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E a simbologia desse momento não pode ser ignorada. Pela primeira vez na história, a seleção tem um treinador estrangeiro no ciclo final de preparação para um Mundial. E não é qualquer treinador. É simplesmente um dos maiores vencedores que esse esporte já produziu. E, talvez, seja exatamente isso que o Brasil precisava: alguém maior que o ambiente da seleção e até dos próprios jogadores. Ancelotti está acima dos bastidores, das panelas e dos velhos vícios do nosso futebol.

Ele chega para ser o dono do time. E, honestamente, fazia tempo que isso faltava: uma estrela no banco de reservas. O Brasil, que passou seis anos sob a gestão de Tite, viveu na sequência um período confuso de transição, com trocas, interinos e a tentativa frustrada de conciliar dois projetos com Fernando Diniz, com um pé na seleção e outro no Fluminense.
Ancelotti é a maior estrela da seleção
Depois, com Dorival Júnior, o peso dos resultados acabou com o encanto. Agora não. Agora começa, de fato, uma nova era. A era de um treinador que não precisa se explicar, pois não deve favores nem está refém de estrelas, empresários ou de pressões externas.
Aliás, é fato: Carlo Ancelotti é, neste momento, a maior estrela da seleção brasileira. E isso não é uma crítica aos nossos jogadores — é uma constatação. Nenhum dos nomes convocados tem hoje mais peso no futebol mundial do que o técnico sentado no banco.
E isso, sim, muda tudo. Porque, pela primeira vez em muito tempo, a seleção tem alguém capaz de tomar decisões sem se preocupar se vai ferir o ego de jogador A ou de empresário B. Se é pra escalar, ele escala. Se é pra barrar, ele barra. E se é pra cortar, ele corta. E quem não gostar, que se adapte. Faltava isso. Faltava alguém que olhasse para o grupo e dissesse, com autoridade e sem rodeios: “Aqui quem manda sou eu.”
Brasil em busca do topo outra vez
O trabalho começou no CT Joaquim Grava, do Corinthians, onde a seleção treina para os dois primeiros testes sob o comando de Ancelotti. Os adversários são Equador e Paraguai, nas próximas datas-Fifa — dois desafios importantes, que marcam oficialmente o início do ciclo rumo à Copa do Mundo de 2026.
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Na prática, é claro, esse começo ainda tem muito de observação, análise e diagnóstico. É natural. Ancelotti ainda está conhecendo o material humano que tem nas mãos, avaliando quem pode ou não fazer parte desse projeto.
Ancelotti vale a sua torcida
No entanto, uma coisa já parece clara desde os primeiros dias de treino: essa seleção tem, pela primeira vez em muito tempo, um líder acima dos jogadores. E isso, no futebol de hoje, faz toda a diferença. Se há algo que Carlo Ancelotti pode trazer de imediato é cultura vencedora. E não é discurso vazio. É método, é modelo de trabalho, é organização. O Brasil precisa se convencer de que, no futebol de hoje, talento individual ajuda — mas não basta. O único pentacampeão do mundo precisa, sim, de um time competitivo, organizado, disciplinado e, sobretudo, preparado para os grandes jogos.
Naturalmente, ajustes virão. O caminho não será linear. Mas, olhando para esse início, uma convicção se impõe: o Brasil, enfim, tem um treinador capaz de recolocar a seleção no rumo certo. Vale a sua torcida!





