Neste domingo, às 16h (horário de Brasília), o MetLife Stadium, em New Jersey, estará lotado. Serão mais de 80 mil pessoas reunidas para assistir à final do Super Mundial de Clubes da Fifa, um torneio que estreou envolto em desconfiança, mas terminou abraçado por público, crítica e audiência global. A decisão, enfim, parece à altura da ambição do torneio: PSG e Chelsea, dois dos maiores orçamentos do planeta, disputando o título mais internacional da história recente do futebol de clubes.

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Os torcedores brasileiros sonharam, os clubes dos demais continentes tentaram, mas ao fim de duas semanas eletrizantes, a taça será entregue a um campeão europeu. Tudo dentro do roteiro mais esperado — e mais temido por quem buscava surpresas.

Dembélé é um dos principais jogadores do PSG: atacante está confirmado para a partida contra o Chelsea / PSG

Todos os prognósticos, casas de apostas e análises apontam para o favoritismo do Paris Saint-Germain. Não à toa. Atual campeão da Champions League, o time francês vem empilhando atuações monumentais. Na final europeia, aplicou 5 a 0 na Inter de Milão. Já neste Mundial, passou como um rolo compressor pelo Real Madrid nas semifinais, vencendo por 4 a 0 sem permitir qualquer contestação.

Dinheiro do Catar

É, sem dúvidas, o auge de um projeto que nasceu com os petrodólares do Catar e foi maturado ao longo de mais de uma década. Um time que hoje é, ao mesmo tempo, rico, equilibrado e entrosado. O PSG, de Luis Enrique, joga por música, afinado em cada setor. A sinfonia começa no meio, onde Vitinha e Fabián Ruiz regem o ritmo, e se alastra pelas pontas, com a força combinada de Hakimi e Nuno Mendes — os dois melhores laterais do mundo no momento. A transição é veloz, o toque de bola é curto e constante, a compactação impressiona. É um time com ideia, execução e confiança.

Mas finais não se vencem com estatísticas. Tampouco na véspera. Se o futebol ensinou algo ao longo de sua história, foi justamente a cautela com os favoritos. O Chelsea chegou quieto e cresceu na hora certa. Depois de um início irregular, engatou no mata-mata e eliminou o Palmeiras com autoridade. A equipe inglesa soube sofrer quando preciso, mas também mostrou força ofensiva, principalmente desde a entrada do brasileiro João Pedro — o jovem atacante que deu nova vida ao setor ofensivo e rapidamente se tornou o símbolo da arrancada azul.

João Pedro, atacante do Chelsea, marcou duas vezes contra o Fluminense, clube que o revelou no Brasil / Chelsea

A final do Super Mundial é, portanto, tudo aquilo que a Fifa sonhou ao criar esse novo formato. Um evento global, envolvente, com craques em campo e estádios lotados. Que os torcedores brasileiros tenham torcido por um desfecho diferente, é parte do jogo. Mas ninguém pode dizer que será uma final pequena. Pelo contrário: PSG x Chelsea é uma final à altura do mundo.

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