A data-Fifa virou um teste de resistência para Carlo Ancelotti — e não exatamente do jeito que ele gostaria que fosse. Depois da derrota para a França, o treinador foi informado de mais dois problemas que mexem diretamente com a estrutura da seleção brasileira: Raphinha e Wesley estão fora do jogo contra a Croácia na terça-feira-feira. Eles foram cortados por lesão. Ambos estiveram na partida de Boston.
Os jogadores sentiram dores na coxa direita ainda durante a disputa diante dos franceses. Exames realizados desta sexta confirmaram lesões musculares. O corte foi imediato e inevitável. Eles já fizeram as malas e vão deixar a concentração. Raphinha retorna para Barcelona. Wesley pega o primeiro voo para a Itália. A seleção não terá reposição.

O impacto não é pequeno no trabalho de Ancelotti. Raphinha virou peça-chave no modelo de o Brasil jogar, com pontas abertos e velozes. Wesley começava a ganhar espaço em uma posição que ainda não tem dono absoluto pensando na Copa do Mundo de 2026. Com a lesão, ele perde timing — e talvez terreno. O problema é que eles não são exceção. São mais dois nomes em uma lista que já incomoda a comissão técnica. A seleção chegou aos Estados Unidos desfalcada e não parou de perder atletas. Alisson, Éder Militão, Gabriel Magalhães, Bruno Guimarães e companhia já estavam fora. Marquinhos ainda é dúvida. O cenário virou um quebra-cabeça para Ancelotti.
Wesley volta para a Itália
Diante disso, o amistoso contra a Croácia deixou de ser apenas um teste. Vira laboratório por uma necessidade que não estava no horizonte. Ancelotti não terá o time ideal mais uma vez. Talvez nem perto disso. Mas terá algo que também procura: respostas. Sem Raphinha, a tendência é ver Luiz Henrique no time principal. Para o lugar de Wesley, o treinador terá de improvisar, inclusive com a possibilidade de ajustes táticos. É o tipo de situação que acelera decisões às vésperas de uma Copa.
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No fim, a data-Fifa escancarou um ponto que já rondava o trabalho do italiano: o elenco ainda está em construção. A menos de três meses para a estreia do Brasil na Copa, cada ausência pesa mais do que deveria. Porque amistosos servem para testar. Mas também para afirmar. Neste momento, o Brasil tenta fazer as duas coisas ao mesmo tempo, mas sem todas as peças de que precisa.




