A chegada da seleção de Cabo Verde à Cidade da Praia neste domingo, dia 5, não foi apenas o retorno de um time de futebol, foi a coroação de um momento que o país jamais vai esquecer. Depois de uma trajetória improvável e heróica na Copa do Mundo 2026, os “Tubarões Azuis” voltaram para casa e encontraram uma multidão nas ruas. O clima de celebração, que já era garantido pelo desempenho do time, ficou ainda mais especial por coincidir com o Dia da Independência de Cabo Verde.

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A Federação Cabo-Verdiana de Futebol convocou a população para uma recepção condizente com o que fez a equipe. Com uniformes oficiais, bandeiras – incluindo do Brasil – e muita música, a torcida acompanhou o desfile dos jogadores em carro aberto, que percorreu pontos emblemáticos como o Aeroporto Internacional Nelson Mandela, passando pelos bairros da Fazenda, Vila Nova e Achada de Santo António

Seleção de Cabo Verde foi recebida no país com muita festa da população após participação na Copa / Reprodução

O goleiro Vozinha, um dos pilares dessa campanha histórica e que virou fenômeno nas redes sociais, foi ovacionado a cada aceno. Mesmo com a eliminação nas oitavas para a Argentina, em um 3 a 2 emocionante na prorrogação, a seleção deixou o torneio com o respeito mundial. É mais uma vez o futebol provando… que não é só futebol.

Feriado na pauta

Diante da dimensão do feito, o primeiro-ministro de Cabo Verde aproveitou a ocasião para anunciar uma proposta que visa eternizar a data na memória do povo. Reconhecendo o impacto positivo da campanha para a autoestima dos cabo-verdianos, Francisco Carvalho defendeu a criação de um feriado oficial para celebrar a conquista e o legado deixado pelos atletas

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“A nossa equipe representou a alma de um povo que nunca desiste, que acredita e que transforma as dificuldades em força. É por isso que defendo a criação do Dia dos Tubarões Azuis, uma data oficial para celebrar este exemplo de união, orgulho nacional e superação”, escreveu o líder nas redes sociais. A ideia é que “o 3 de julho fique para sempre na memória” como o dia em que Cabo Verde “mostrou ao mundo e a si próprio aquilo de que é capaz”. A data, é claro, remete à partida contra os argentinos.

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