O São Paulo gastou R$ 10 milhões a mais por mês do que estava previsto de janeiro a setembro deste ano no futebol. Portanto, estourou o orçamento em R$ 90 milhões. Não era para acontecer isso. É preciso saber por que o clube, em recessão e com um projeto sério de contenção de gastos, gastou mais do que devia. Não era para ser assim. A boa notícia, como já informou The Football, foi a redução da dívida em R$ 56 milhões. De modo que a dívida total, que beirava R$ 1 bilhão, caiu para R$ 912 milhões. O time visita o Grêmio nesta quinta-feira, pelo Brasileirão. Se ganhar, cola no G-6.

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Nesse período, o clube fez uma receita de R$ 233 milhões com a venda de jogadores. Há muita cobrança, inclusive interna no clube, de que o diretor de futebol Carlos Belmonte vendeu mal seus garotos da base. Por pouco dinheiro. É verdade. Perto de outras vendas de rivais brasileiros, como o Palmeiras, por exemplo, os valores são baixos.

Julio Casares apresenta redução da dívida do São Paulo em R$ 56 milhões de janeiro até setembro de 2025 / SPFC

A diretoria alega a necessidade da venda. Quem precisa vender, e com certa rapidez, tem de aceitar as ofertas que tem nas mãos. Essa é a explicação de Belmonte e do presidente Julio Casares. É a lei do mercado. Dá para entender. O ano ainda não terminou. Os números são até setembro. Mas a diretoria não acredita que eles mudem. O futebol economizou R$ 170 milhões de 2024 para 2025.

Troca de presidente

Para um primeiro ano incompleto de reajustes, a notícia não é ruim. Enquanto o São Paulo tira R$ 56 milhões de sua dívida, o Corinthians coloca mais R$ 100 milhões na dele. Essa é a diferença de um clube que se propõe a arrumar a casa, de forma lenta e gradual, com erros e acertos, claro, para um clube que aguarda por um milagre financeiro, que espera a chegada de um “Messias” com muito dinheiro para doar.

O São Paulo tem um caminho para trilhar nos próximos anos, mesmo a despeito de uma troca de comando em 2026, com novas eleições para presidente. A troca vai fazer bem ao clube, mas pode colocar tudo a perder também, com novas ideias e recusas do projeto em marcha. Essa costura já começou a ser feita entre os cardeais do Morumbi. Ela é necessária.

Diretoria nega venda de Luciano: atacante tem contrato, mas é questionado por parte da torcida / SPFC

Mas o futebol tem de melhorar. Isso também é necessário. Alguns jogadores devem deixar o time de Crespo. O elenco precisa crescer e se qualificar. A torcida tem de voltar a acreditar. A diretoria precisa ser mais firme e transparente. Há o processo da negociação com a base, de uma parceria jamais feita, que ainda não se sabe se será, de fato, boa para o clube. Há muitas dúvidas.

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E tem a eterna busca por receita. Novas receitas. Em campo, o São Paulo sobrevive atrás de uma vaga para a Libertadores do ano que vem, sem títulos na temporada, contestado dentro de campo, mas com uma reformulação financeira em andamento para os próximos anos. O clube mira reduzir sua dívida em 50%. De R$ 1 bilhão para R$ 500 milhões. Portanto, menor do que sua receita anual.

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