O São Paulo viveu uma semana de modificações. De treinador e de ideias. A diretoria trocou Hernán Crespo por Roger Machado antes da quinta rodada do Brasileirão. A demissão do treinador se deu sem aviso prévio e motivada pela relação desgastada e discurso pessimista do argentino. Os resultados do time são expressivos. O Tricolor está invicto na competição, com três vitórias e um empate. Tem dez pontos e ocupa a segunda colocação, atrás apenas do Palmeiras.
A estreia do novo comandante será nesta quinta-feira contra a Chapecoense, no Canindé. O duelo será no estádio da Portuguesa porque o Morumbis passa por reformas em seu gramado após três shows da banda australiana AC/DC. Com apenas um dia de trabalho, Roger Machado não deve fazer grandes alterações na equipe. Ele teve algumas conversas com os jogadores e treinou posicionamento. Roger comprovou a cartilha da direção, de que o São Paulo deve brigar por tudo na temporada.

O São Paulo não tem jogadores machucados. É uma boa notícia. Reserva na eliminação do Paulistão, Danielzinho pode estar entre os titulares. Na zaga, a dúvida é se o novo treinador utilizará Arboleda ou Sabino. Roger Machado não deve ter mais três zagueiros. A cavalaria do ataque está confirmada, com Lucas Moura e Jonathan Calleri. O argentino é o artilheiro do time na temporada, com seis gols.
O que busca a diretoria?
Após a demissão de Crespo, a diretoria busca estabilidade. Mas isso ela já tinha no Brasileirão. Rui Costa e Rafinha, ambos no comando do futebol, querem mais alegria, ânimo e sonhos. Roger Machado chega com aval do executivo Rui Costa e com o desafio de transformar o volume de jogo em títulos. O treinador priorizará o equilíbrio defensivo e a organização tática, que são marcas do seu trabalho. Diferentemente das perseguições individuais, Roger usará a marcação por zona e buscará protagonismo pelas laterais. O São Paulo tem ainda a Copa do Brasil e a Sul-Americana pela frente.
Roger Machado respeitou o trabalho de Crespo e vai se valer dele também. Mas vai tentar imprimir uma assinatura própria no trabalho que começa nesta quinta-feira. “Na construção de uma equipe, você coloca a sua assinatura e os trabalhos acabam se mostrando diferentes naturalmente do que eram”, disse.
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O São Paulo continua em crise financeira. A ordem é reduzir custos. Com as saídas do volante Alisson, para o Fluminense, e do zagueiro Ferraresi, para o Botafogo, o clube conseguirá uma economia de salário de R$ 9,5 milhões por ano. Os dois jogadores foram emprestados até o fim da temporada. Além disso, com a contratação de Roger Machado e de sua comissão técnica, o São Paulo passará a gastar menos do que pagava à comissão de Crespo. O profissional gaúcho ganha R$ 700 mil, enquanto o argentino recebia R$ 1 milhão.





