A recente decisão do governo dos Estados Unidos de suspender a emissão de vistos para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil, gerou uma onda de incerteza entre os torcedores de futebol. Com a Copa do Mundo de 2026 batendo à porta — entre 11 de junho e 19 de julho —, a dúvida é clara: o sonho de ver a seleção brasileira em solo americano está em risco? A Fifa anunciou o recorde de procura dos ingressos dos 104 jogos: 500 milhões. O Brasil está entre os países que mais pediram para comprar as entradas.
Diferentemente do que o temor inicial sugeria, a medida anunciada pela administração de Donald Trump não atinge diretamente os vistos de turismo (B1/B2). O foco do congelamento anunciado são os vistos de imigração permanente. O objetivo declarado do Departamento de Estado é garantir que novos imigrantes não utilizem programas de assistência social americanos. “Os americanos não serão mais explorados”, afirma o comunicado oficial, justificando a pausa até que os EUA assegurem que os ingressantes não representarão custos ao erário público.

Embora o turista brasileiro não esteja proibido de solicitar o visto americano, o cenário prático muda. Especialistas e o próprio consulado indicam que haverá um processamento mais lento para a entrega. O remanejamento de pessoal e o novo protocolo podem aumentar as filas de espera no país. O rigor será mais extremo. As entrevistas devem se tornar mais minuciosas para garantir que o solicitante tenha intenção de retorno e recursos próprios para a viagem.
Ingresso não é salvo-conduto
A posse de um bilhete para os jogos da Copa do Mundo não garante a aprovação do visto. Isso precisa ficar claro para os torcedores. Apenas atletas e delegações oficiais possuem trâmites facilitados pelo governo americano. Donald Trump ainda não se manifestou, no entanto, sobre a delegação do Irã, já classificada para o Mundial.
O Brasil nos EUA
A preocupação dos torcedores é estratégica e deve ser repensada pelos brasileiros. O território americano receberá 78 das 104 partidas da Copa do Mundo, incluindo os três jogos da seleção brasileira na fase de grupos. O Canadá e o México, que dividem a sede, possuem regras de entrada distintas, mas a logística do torneio está centrada nos Estados Unidos.
IA com informações e edição do The Football





