Hugo Souza já esteve muito perto de disputar uma Copa do Mundo. Era candidato a terceiro goleiro do Brasil no Mundial de 2026, em que o time de Carlo Ancelotti perdeu para a Noruega nas oitavas e voltou para casa mais cedo, mas acabou perdendo a vaga para Weverton, escolhido pelo treinador pela experiência necessária para jogos de alta tensão e pressão, daqueles em que um erro pode ser fatal.

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A vida, porém, ofereceu ao goleiro do Corinthians uma nova oportunidade. Com o início do novo ciclo da seleção, Hugo voltou a ser convocado e, mais do que isso, ganhou a chance de ser titular contra a Austrália logo no primeiro jogo do novo ciclo. Era a oportunidade de começar a escrever uma nova história com a camisa brasileira. Mas quis o futebol que seu filme começasse por uma falha.

Hugo Souza falha no primeiro amistoso do Brasil contra a Austrália e pode perder a vaga na seleção / CBF

Na cobrança de falta que resultou no gol da Austrália, Hugo praticamente não se mexeu. Não houve reação, tentativa de defesa ou qualquer gesto que pudesse sugerir que a bola ainda estava ao seu alcance. Uma falha dessas, para um goleiro que está tentando conquistar espaço, certamente ficará registrada em vermelho no boletim desse vestibular organizado por Ancelotti.

Há três goleiros novatos

O técnico convocou três goleiros para três amistosos. É bastante provável que cada um deles comece uma partida. Pedro Morisco e Otávio estão de sobreaviso. Se essa lógica prevalecer, a oportunidade de Hugo já pode ter passado. Ele não será o primeiro goleiro a viver situação semelhante. Outros tantos já foram testados pela seleção e falharam no momento em que precisavam demonstrar segurança para ganhar a confiança definitiva do treinador. Até Rogério Ceni, um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro e que chegou a disputar uma Copa do Mundo, a de 2002, passou por situações desse tipo. A camisa do Brasil tem esse peso.

A vida de goleiro não é fácil. Hugo sabe disso melhor do que ninguém. No Corinthians, tornou-se protagonista com defesas milagrosas, salvou partidas e construiu uma reputação que o levou até a seleção. Mas a primeira oportunidade como titular chegou acompanhada de uma falha que pode custar caro. No mínimo, o lance contra a Austrália deixou uma dúvida importante: Hugo está pronto para ser o dono da posição?

Alisson ainda está no páreo

Não por acaso Alisson disputou três Copas do Mundo, a última delas em 2026. Ao longo de quase uma década, a seleção brasileira não encontrou outro goleiro capaz de oferecer a mesma sensação de segurança e confiança. Outros apareceram, foram testados, tiveram suas chances, mas nenhum conseguiu transformar uma boa fase em uma sucessão de atuações convincentes com a camisa brasileira.

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A escolha do goleiro é, acima de tudo, um voto de confiança do treinador. Na seleção, existe ainda a avaliação de Taffarel, responsável pela preparação dos goleiros e alguém que conhece como poucos o peso de vestir a 1. Ele foi campeão do mundo em 1994, defendendo pênaltis contra a Itália. Agora, a roda vai girar. Pedro Morisco e Otávio terão suas oportunidades. E, se nenhum deles conseguir convencer Ancelotti de que chegou a hora de mudar, não será surpresa se, ao fim desse processo, o velho dono da posição estiver novamente de volta. Alisson já conhece o caminho. E, pelo visto, ainda não apareceu quem consiga fechá-lo.

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