Atlanta – Para os 56 milhões de ingleses, que estavam sonhando com a volta a uma final de Copa do Mundo 60 anos após a conquista do seu primeiro e único título mundial, a partida contra a Argentina terminou em pesadelo. Com a Inglaterra liderando o placar por 1 a 0, aos 40 minutos do segundo tempo regulamentar, o técnico Thomas Tuchel decidiu garantir o resultado. Ordenou que seus jogadores atuassem fechados na defesa. Substituiu atacantes por zagueiros: seu objetivo era montar uma linha com cinco defensores, com Ezri Konsa entrando no lugar de Gordon e jogando como zagueiro central pelo lado direito. Mas não deu certo.

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Era uma repetição da estratégia que tinha dado certo contra o México, na heroica vitória no Estádio Azteca, na capital daquele país. A questão é que a Argentina é muito mais time do que a seleção mexicana. E as escolhas de Tuchel em Atlanta tiveram outro efeito: permitiram que Messi e seus companheiros, até então em jornada apagada, começassem a controlar duas vezes mais a posse da bola do que a sua equipe. Resultado: com essa postura covarde, acabou ressuscitando a Argentina, que estava à beira da eliminação do Mundial de 2026.

Tuchel
Thomas Tuchel fica sem reação após a Inglaterra perder de virada e dar adeus ao sonho de conquistar a Copa / Reprodução

Tuchel se exime de culpa

“Nossa equipe teve uma postura muito passiva depois que marcou o primeiro gol, e isso acabou abrindo caminho para a reação dos nossos adversários”, disse ele. “Sofremos muitos cruzamentos, chances e chutes. Infelizmente, nós não conseguimos manter o nosso bom nível de jogo.”

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Após as mexidas de Tuchel ocorreram dois movimentos opostos: enquanto os britânicos ficaram cada vez mais acuados, os argentinos passaram a crer em uma virada, que, até então, parecia fora do seu alcance. Como um tubarão que aguça seus instintos quando sente a presença de sangue na água, eles passaram a acreditar no que parecia impossível. Eis uma das belezas do futebol. Apesar de estar sob críticas pesadas, por enquanto, Tuchel recusa-se a enxergar falhas de comando na desclassificação da Inglaterra.

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