No último teste antes da Copa do Mundo, a seleção brasileira encarar uma equipe que ficou invicta nas Eliminatórias africanas: o Egito. Carlo Ancelotti avisou que vai rodar o time e testar novas alternativas antes da estreia no Mundial contra Marrocos, dia 13. No meio-campo, Lucas Paquetá ganha a chance de ser protagonista. Douglas Santos terá uma oportunidade como lateral pela esquerda, Marquinhos assume a titularidade após ficar fora na partida contra o Panamá. No ataque, a grande novidade é o centroavante Igor Thiago no lugar de Luiz Henrique.
Embora tenha disciplina tática, o Egito é inferior tecnicamente ao Marrocos, primeiro adversário da seleção brasileira do Mundial. A maioria do elenco dos “Os Faraós” atua na liga local. O ataque funciona quase inteiramente em função do craque Mohamed Salah, que deixou o Liverpool após nove temporadas. O jogador é a grande estrela do time africano. Ele foi o artilheiro da equipe na qualificatória africana, com nove gols.

Competição: Amistoso internacional
Data: 6 de junho
Horário: 19h
Onde assistir: TV Globo, SporTV, Globoplay e GETV
Estádio: Huntington Bank Field, Cleveland (EUA)

O amistoso contra o Egito serve como uma espécie de ensaio para a seleção brasileira. O técnico Carlo Ancelotti vai testar uma formação diferente já pensando no confronto com Marrocos na próxima semana. É uma oportunidade de ouro para atletas como Lucas Paquetá e Igor Thiago se firmarem. Já o goleiro veterano Weverton deve ganhar uma chance no segundo tempo para uma avaliação do italiano. Embora o Egito seja inferior tecnicamente, não será um jogo fácil.

Brasil
Ancelotti assumiu a seleção brasileira em maio de 2025. Desde então, ele dirigiu a equipe em 11 partidas entre Eliminatórias e amistosos. O treinador apostou em jogadores com experiência internacional e trouxe Neymar para a principal competição de seleções. O jogo contra os egípcios serve como uma espécie de teste final antes da disputa da Copa.
Egito
Com uma boa campanha na qualificatória, “Os Faraós” querem ao menos conseguir uma vitória no Mundial da América do Norte. O amistoso contra o Brasil representa uma ocasião para o time africano chegar com maior confiança no Grupo G. Apesar dos bons resultados nos últimos jogos preparatórios, o Egito vai para a Copa para ser um coadjuvante. Nunca ganhou uma partida em Copas.

O Brasil deve atuar com intensidade máxima, testando variações táticas, avaliando novas peças no meio de campo e no ataque. A seleção brasileira aposta na velocidade pelos lados do campo. No setor ofensivo, a força física de Igor Thiago e a técnica Vinícius Jr. poderão ser os diferenciais de uma nova dupla de ataque. Já o Egito deve explorar os contra-ataques e uma solidez defensiva.

Jogador decisivo: Lucas Paquetá
Estratégia possível: o meia-armador será responsável por articular as jogadas com Vinícius Jr. e Raphinha pelas pontas e também buscar o centroavante Igor Thiago na área. O camisa 20 está num bom momento após marcar seu primeiro gol pela seleção no amistoso contra o Panamá. Ele entra para reforçar o meio de campo.


BRASIL: Alisson; Wesley; Marquinhos; Léo Pereira e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá e Raphinha; Igor Thiago e Vinícius Jr. Técnico: Carlo Ancelotti
EGITO: Shobeir; Hany; Ibrahim; Fathy e Abdelmonem; Lasheen, Ateya e Ashour; Mohamed Salah, Marmoush e Trezeguet. Técnico: Hossam Hassan

Uma vitória convincente faz a seleção brasileira chegar com maior credibilidade com a torcida. Para o técnico Ancelotti, é uma chance de fazer os últimos ajustes antes da grande estreia contra o Marrocos. Também pode ser uma possibilidade de jogadores desconhecidos do grande público, como o atacante Igor Vinícius, ganharem protagonismo.

O retrospecto é de domínio total do Brasil, que venceu todos os seis confrontos oficiais entre as duas seleções. Ao todo, a seleção brasileira marcou 18 gols e sofreu apenas quatro contra os egípcios. O jogo mais marcante foi válido pela Copa das Confederações de 2009. Na ocasião, a seleção sul-americana ganhou por 4 a 3, com gols de Kaká (duas vezes), Luís Fabiano e Juan.

Os clubes mais tradicionais do Egito, como Al-Ahly, Zamalek e Pyramids, pagam bons salários para os padrões do futebol africano e muitos jogadores preferem continuar atuando no país. Mesmo assim, a influência do futebol brasileiro é tão grande que muitos atletas egípcios carregam apelidos de grandes craques brasileiros. O volante Mahmoud Abdelaati “Dunga” e o lateral-esquerdo Karim Hafez “Neymar” atuam no Pyramids.





