Último teste antes da Copa do Mundo, a seleção brasileira irá encarar uma equipe que ficou invicta nas Eliminatórias africanas: o Egito. Carlo Ancelotti avisou que vai rodar a equipe e testar novas alternativas. No meio-campo, Lucas Paquetá ganha a chance de ser protagonista. Douglas Santos ganha uma oportunidade como lateral e Marquinhos assume a titularidade após ficar de fora na partida contra o Panamá. No setor ofensivo, a grande novidade é o centroavante Igor Thiago, que ganha uma oportunidade no lugar de Luiz Henrique, oferecendo maior força física.
Embora tenha disciplina tática, o Egito é inferior tecnicamente ao Marrocos, primeiro adversário da seleção brasileira do Mundial. A maioria do elenco dos “Os Faraós” atua na liga local. O ataque funciona quase inteiramente para isolar o craque Mohamed Salah, que deixou o Liverpool após nove temporadas no clube inglês. O ponta-direita é a grande estrela do time africano, tendo sido o artilheiro da equipe na qualificatória africana com nove gols.

Competição: Amistoso internacional
Data: 6 de junho
Horário: 19h
Onde assistir: TV Globo, SporTV, Globoplay e GETV
Estádio: Huntington Bank Field, Cleveland (EUA)

O amistoso contra o Egito serve como uma espécie de ensaio para a seleção brasileira. O técnico Carlo Ancelotti irá testar uma formação diferente já pensando no confronto contra Marrocos na próxima semana. É uma oportunidade de ouro para atletas como Lucas Paquetá e Igor Thiago se firmarem no time. Já o veterano Weverton deve ganhar uma chance no segundo tempo para uma avaliação do italiano. Embora o Egito seja inferior tecnicamente, não será um jogo fácil.

Brasil
Carlo Ancelotti assumiu a seleção brasileira em maio de 2025. Desde então, ele dirigiu a equipe em 11 partidas entre Eliminatórias e amistosos. O treinador apostou em jogadores com experiência internacional e trouxe Neymar para a principal competições de seleções. O jogo contra os egípcios serve como uma espécie de teste final antes da prova que será na disputa da Copa do Mundo.
Egito
Com uma boa campanha na qualificatória, “Os Faraós” querem ao menos conseguir uma vitória na Copa do Mundo. O amistoso contra o Brasil serve como uma oportunidade para o time africano chegar com maior confiança para a disputa do Grupo G. Apesar dos bons resultados nos últimos jogos preparatórios, o Egito vai para a Copa para ser um coadjuvante.

O Brasil deve atuar com intensidade máxima, testando variações táticas, avaliando novas peças no meio de campo e no ataque. A seleção brasileira irá apostar na velocidade pelos lados do campo. No setor ofensivo, a força física de Igor Thiago e a técnica Vinícius Jr. poderão ser os diferenciais numa nova nova dupla de ataque. Já o Egito irá explorar os contra-ataques apostando numa solidez defensiva.

Jogador decisivo: Lucas Paquetá

Estratégia possível: o meia-armador será responsável por articular as corridas de Vinícius Jr. e Raphinha pelas pontas, além de buscar o centroavante Igor Thiago na área. O camisa 20 está num bom momento após marcar um gol o amistoso contra o Panamá.

BRASIL: Alisson; Wesley; Marquinhos; Léo Pereira e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá e Raphinha; Igor Thiago e Vinícius Jr. Técnico: Carlo Ancelotti
EGITO: Shobeir; Hany; Ibrahim; Fathy e Abdelmonem; Lasheen, Ateya e Ashour; Mohamed Salah, Marmoush e Trezeguet. Técnico: Hossam Hassam

Uma vitória convincente faz a seleção brasileira chegar com maior crédito com a torcida. Para o técnico Ancelotti, é uma chance de fazer os últimos ajustes antes da grande estreia contra o Marrocos. Também pode ser uma possibilidade de jogadores desconhecidos do grande público como o atacante Igor Vinícius ganharem protagonismo.

O retrospecto é de domínio total do Brasil, que venceu todos os seis confrontos oficiais entre as duas seleções. Ao todo, a seleção brasileira marcou 18 gols e sofreu apenas quatro contra os egípcios. O jogo mais marcante foi válido pela Copa das Confederações de 2009. Na ocasião, a seleção sul-americana ganhou por 4 a 3, com gols de Kaká (duas vezes), Luís Fabiano e Juan.

Os clubes mais tradicionais do Egito como Al-Ahly, Zamalek e Pyramids pagam bons salários para os padrões do futebol africano e muitos jogadores preferem continuar atuando nos clubes locais. Mesmo assim, a influência do futebol brasileiro é tão grande que muitos atletas egípcios carregam apelidos de grandes craques brasileiros. O volante Mahmoud Abdelaati “Dunga” e o lateral-esquerdo Karim Hafez “Neymar” atuam no Pyramids.





