Em confronto decisivo pela fase oitavas de final, Estados Unidos e Bélgica se enfrentam no Lumen Field, em Seattle. O assunto mais controverso da partida é a presença do atacante Folarin Balogun, que tinha sido suspenso na partida contra a Bósnia por causa de um cartão vermelho. Ele pisou no tornozelo do rival Tarik Muharemovi. Deveria, portanto, cumprir suspensão. Mas a Fifa anulou a suspensão após uma ligação do presidente norte-americano Donald Trump. Aos 25 anos, Balogun é o principal destaque da seleção americana. Ele é o artilheiro da equipe, com três gols.

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Com enorme expectativa, a Bélgica fez uma primeira fase um tanto frustrante. A classificação só foi confirmada na terceira rodada após uma goleada contra a frágil Nova Zelândia por 5 a 1. Na fase de 16 avos, o time europeu fez uma partida de recuperação e superou o forte time de Senegal por 3 a 2. Foi uma excelente apresentação, mas extremamente desgastante. Os belgas esperam uma partida mais acessível nesta segunda-feira. Mas reclamaram da decisão da Fifa de abonar a expulsão de Balogun.

Competição: Copa do Mundo, oitavas de final                                                               📅 Data: 6 de julho
⏰ Horário: 21h de Brasília
📺 Onde assistir: CazéTV                                                                                           🏟️ Estádio: Lumen Field, Seattle (EUA)

Os Estados Unidos são os únicos anfitriões deste Mundial. O time de Donald Trump enfrenta a Bélgica cheio de moral. O vencedor avança para as quartas de final. Os belgas têm um time mais qualificado, mas que ainda não demonstrou um futebol eficiente. Já os americanos foram os primeiros de sua chave e não tiveram dificuldade para eliminar a Bósnia no primeiro mata-mata.

Estados Unidos

A zaga continua sendo o ponto fraco de um time que fez boas atuações neste Mundial. Os Estados Unidos foi o primeiro colocado do Grupo D e estreou com uma convincente goleada contra o Paraguai por 4 a 1. Após vencer a Austrália, Maurício Pochettino escalou os reservas contra a Turquia. No primeiro jogo da segunda fase, a equipe não teve dificuldades para eliminar a Bósnia. Indiscutivelmente, o técnico argentino está fazendo um bom trabalho e conseguiu dar cara a uma seleção limitada.

Bélgica

Com remanescentes da chamada “geração de ouro”, a Bélgica se classificou com facilidade nas Eliminatórias Europeias num grupo com Cazaquistão, Liechtenstein, Macedônia do Norte e País de Gales. O técnico francês Rudi Garcia assumiu a equipe em 2025 com a missão de os belgas voltarem a ser um dos times mais fortes da Europa. Na estreia da Copa contra o Egito, não passaram de um magro empate de 1 a 1. Na rodada seguinte, amargou um empate sem gols com o Irã. E somente confirmou a classificação após a goleada contra a Nova Zelândia por 5 a 1. Foi bem contra o Senegal.

Os Estados Unidos, do técnico Mauricio Pochettino, atuam com três zagueiros, dando liberdade ao lateral-esquerdo Antonee Robinson subir como ala ofensivo. A equipe não abrirá mão de fazer uma marcação ostensiva em De Bruyne, quebrando a transição vertical da Bélgica. Já os belgas vão explorar os espaços deixados pelas subidas dos laterais americanos. A prioridade é pressionar a saída de bola dos americanos para recuperar a posse de bola perto do gol.

Jogador decisivo: Kevin De Bruyne

Provável estratégia: o meio-campista será o principal armador da Bélgica, tem leitura de jogo e poderá servir os atacantes, como Lukaku, acelerando nas transições ofensivas e cobrando faltas ou escanteios. O jogador costuma flutuar entre a faixa central e o corredor lateral, fugindo dos marcadores. Aos 34 anos, ele defende o Napoli, mas fez história no Manchester City.

Aos 34 anos, Kevin De Bruyne continua sendo o principal armador ofensivo da Bélgica / Fifa

ESTADOS UNIDOS: Matt Freese: Alex Freeman: Chris Richards e Tiam Ream; Sergiño Dest: Malik Tillman: Tyler Adams: Sergiño Dest: Christian Pulisic e Weston McKennie: Folarin Balogun. Técnico: Mauricio Pochettino

BÉLGICA: Courtois: Timothy Castagne: Arthur Theate: Brandon Mechele e De Cuyper: Tielemans: Vanaken: Doku: Leandro Trossard e Kevin De Bruyne: Lukaku. Técnico: Rudi Garcia

As duas equipes buscam uma vaga nas quartas de final. Para os Estados Unidos, é uma oportunidade de provar sua competência. Chegar às quartas seria uma façanha. Já os belgas vivem um dos últimos momentos da sua “geração de ouro” do goleiro Courtois, o volante Axel Witsel, o meia Kevin De Bruyne e o atacante Romelu Lukaku.

Bélgica e Estados Unidos já se enfrentaram sete vezes, duas em Copas. O retrospecto é amplamente favorável aos belgas: são seis vitórias e uma derrota. O primeiro confronto aconteceu na fase de grupos da Copa de 1930, no Uruguai, com vitória norte-americana. Os Estados Unidos venceram por 3 a 0, com gols de Bart McGhee, Tom Florie e Bert Patenaude. As duas seleções voltaram a se encontrar na Copa de 2014, no Brasil, pela fase de oitavas. A partida realizada na Arena Fonte Nova, em Salvador, terminou empatada por 0 a 0, no tempo normal. Na prorrogação, a Bélgica venceu por 2 a 1, com gols de Kevin de Bruyne e Lukaku. Já Julian Green descontou para os americanos.

O zagueiro norte-americano Mark McKenzie teve uma passagem marcante pelo futebol belga. Ele atuou entre 2021 e 2024 no Genk e ganhou uma Copa da Bélgica. Além dele, diversos jogadores nascidos nos Estados Unidos tiveram passagens marcantes pelos clubes do país europeu. O meio-campista Sacha Kljestan atuou no Anderlecht entre 2010 e 2015 e o goleiro Ethan Horvarth defendeu o Clube Brugge entre 2017 e 2021.

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