José Martínez me lembra Edílson, o Capetinha, que agora está no BBB, da Rede Globo. O jogador ainda não se reapresentou ao Corinthians. Ele está “preso” na Venezuela, país que foi invadido pelos Estados Unidos para a prisão do ditador Nicolás Maduro e de sua mulher, ambos detidos em Nova York para julgamento. O atleta passou suas férias no seu país e agora não consegue voltar. Martínez conversou algumas vezes com o diretor de futebol Marcelo Paz, mas deu de ombro para as chamadas do técnico Dorival Júnior. O elenco se reapresentou dia 3 de janeiro.

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Não se tem notícias de que Martínez esteja trabalhando o seu condicionamento físico além de uma foto postada em uma academia. Os vôos no país estão restritos por causa da ação americana. A maioria das companhias cancelou suas viagens, por hora. Mas o The Football fez algumas pesquisas e descobriu que há voos disponíveis para países do Caribe, por exemplo. Há ainda a possibilidade de uma viagem terrestre. A Gaviões da Fiel sabe o caminho. Porque a torcida já fez isso para acompanhar o clube em toda a América do Sul. Por terra, são 6 mil quilômetros de distância. Cerca de 84 horas de estrada.

José Martínez, jogador do Corinthians, ainda não voltou da Venezuela e o clima no clube está ficando pesando / Corinthians

Mas é possível embarcar para países como Colômbia e Equador ou ainda para Nicarágua, Guatemala, Cuba, Porto Rico e até México… O problema é que o Corinthians não vê disposição do jogador de voltar para o Brasil de alguma forma. Não vê esforço. Há um clima ruim no clube sobre esse problema. Dorival espera pelo atleta e deve ter uma conversa com ele ainda nesta terça-feira. O treinador não sabe sequer se o seu visto de trabalho foi regularizado.

Lembrou Edílson, o Capetinha

Edílson passava as férias na Bahia. Oh, lugar bonito. Alegando outros problemas e sem invasão dos EUA, o atacante também não acertava o dia para se juntar ao elenco depois das férias. Sempre chegava atrasado. Os vôos eram mais limitados também. Havia a conversa de que ele seria punido pelo atraso, mas isso nunca se comprovou, de fato. Aliás, tenho comigo que nenhum jogador paga multa por qualquer indisciplina no futebol brasileiro.

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Edílson sempre foi de sorriso fácil. Depois da “bronca”, vestia o seu uniforme no clube e treinava como se nada tivesse acontecido. O Capetinha era do bem, mas sempre teve um amor gigantesco pela Bahia. A situação de Martínez é mais séria pela prisão do seu presidente em ação militar que resultou na morte de mais de 40 venezuelanos. Dá para entender com facilidade a situação. O que falta nesse momento é a comunicação do atleta com Dorival e Marcelo Paz. O clube deixou escapar que isso não está acontecendo como deveria.

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