O diretor da base do Palmeiras, João Paulo Sampaio, é de muita confiança da presidente Leila Pereira pela sua seriedade e trato com os garotos do clube. Formar um atleta leva tempo e exige cuidados. Não se forma um jogador em apenas uma temporada. Esses meninos chegam ao Palmeiras com 9, 10, 11 anos e passam toda a sua infância e começo da adolescência em treinos, estudos escolares e jogos. Quando Sampaio entrega um atleta para Abel Ferreira, o garoto já passou por várias fases na Academia II. É assim em todos os clubes.
Portanto, quando o diretor da base aponta o dedo para uma eliminação na Copinha diante de um rival mais modesto, mas de um trabalho muito bem feito, como é o Ibrachina, ele sabe exatamente o que está falando. Isso também não quer dizer que tudo está perdido. Esse sentimento acabou no futebol de base e caminha também para acabar no profissional. Não tem mais trabalho que não seja reaproveitado, reformulado e melhorado.

Foi exatamente isso que João Paulo quis dizer após a eliminação do Palmeiras na Copinha. Poderia ter chegado à semifinal. Não chegou. Vida que segue. Isso vale para Corinthians, Inter, São Paulo, Santos… Toda derrota ou eliminação precisa ser sentida, chorada e lamentada. No dia seguinte, todos os jogadores derrotados devem se apresentar para dar sequência ao trabalho. Simples assim. Essa é a realidade do futebol e da vida.
Choro leva um dia
Isso pode ser na base, na formação de um garoto, ou mesmo no time de cima. Por isso que os jogadores sempre falam após uma derrota que é preciso pensar no próximo jogo. É a chance de mudar o ruim e melhorar. O torcedor demorou para entender isso. Ele sempre cobrou mais drama e lamentações. Mas, de fato, o calendário não permite isso. O “choro” leva um minuto até o banho no vestiário. Nem mesmo a tristeza pode ser longa porque ela atrapalha no rendimento do dia seguinte. E isso não quer dizer que o jogador não sinta.
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O que não quer dizer também que não haja cobranças e acertos de rota. O Palmeiras que foi eliminado da competição de juniores poderia jogar mais. Como disse João Paulo, o time não jogou nada. E teve a chance de passar nos pênaltis. Uma das tarefas do diretor é descobrir os motivos do fracasso, explicar aos atletas e melhorar a partir deles. Abel, com o seu jeito próprio de proteger os atletas, deveria ser mais transparente em suas avaliações nos fracassos. Todo profissional é cobrado pelo seu trabalho.





