A Fifa tem grupos de profissionais espalhados pelos Estados Unidos avaliando todas as movimentações e situações do Mundial de Clubes. O trabalho tem por objetivo tirar lições da competição para a Copa do Mundo de 2026, que também será disputada no país de Donald Trump. Os Estados Unidos são apenas um dos três credenciados para receber a competição de seleções. México e Canadá também estão nessa.
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The Football procurou a Fifa para saber especificamente sobre três assuntos que têm chamado a atenção de torcedores, treinadores, atletas e dirigentes esportivos no Mundial de Clubes de forma negativa: o calor do Verão americano, com temperaturas altas, na casa dos 36 graus, em média, jogos ao meio-dia, como ocorreu na Copa de 1994, e as paralisações das partidas por causa das ameaças de tempestades e raios nas proximidades dos estádios. Isso aconteceu, por exemplo, no MetLife Stadium, em New Jersey, palco da grande final do Mundial de Clubes e também da Copa do Mundo de 2026.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, tem comentado nos Estados Unidos que o Mundial de Clubes será avaliado em todos os sentidos para edições futuras. Disse recentemente ao SporTV, por exemplo, que gostaria de ter a competição de clubes “todos os anos”, mas que por enquanto ela será a cada quatro temporadas.
Por ora, Mundial a cada 4 anos
Existe a possibilidade de a Fifa realizar o Mundial de Clubes a cada dois anos. Por ora, Infantino descartou isso. Mas ele é um defensor do modelo.
A decisão do presidente da Fifa seria jogar a Copa do Mundo de Clubes anualmente, todos os anos. Mas, neste momento, está prevista a cada quatro anos. Depois do Mundial vamos fazer uma análise, estudar, falar com os clubes e ver o futuro do Mundial de Clubes.
gianni INFANTINO,PRESIDENTE DA FIFA
A Fifa acompanha de perto todos os fatos relevantes no Mundial de Clubes nos Estados Unidos já pensando na Copa de seleções daqui a um ano. O Brasil está classificado. Há uma outra situação que a entidade precisa resolver imediatamente: envolver o americano com o futebol.
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Nesta edição, o torcedor local não está nos estádios. São os estrangeiros, tão questionados pelo presidente Donald Trump, a vibrar nas arquibancadas. A Fifa ofereceu ingressos a preços baixos para não ter estádios vazios. E há muitos latinos desconfiados em participar de eventos públicos temendo ações policiais e deportação. The Football esteve no jogo de beisebol do Mets, em Nova York, e constatou que o americano tem preferido os esportes com os quais está acostumado. O futebol masculino não é um deles.
Fifa está alertar
Ainda é cedo para as decisões sobre a Copa do Mundo de 2026, mas é certo que toda a experiência deste ano no Mundial será levada em consideração nos relatórios dos agentes da Fifa espalhados pelos jogos da competição. Procurada para comentar sobre as paralisações das partidas após alertas de tempestades e raios e outros problemas, como o horário dos jogos e o forte calor em horários de algumas partidas, a Fifa respondeu ao The Football que os assuntos estão sendo avaliados.
A Fifa continuará monitorando as condições climáticas em coordenação com as equipes do local para garantir uma experiência segura e agradável para todos os envolvidos.
FIFA
Pelas leis americanas de segurança, as partidas ou eventos em estádios abertos de futebol são paralisados quando há a possibilidade de raios atingirem o local. Há um perímetro de 12 quilômetros para que as autoridades tomem providências sobre a paralisação. A Fifa não mencionou nada a respeito dos horários das partidas durante a Copa do Mundo. Nem sobre o calor do Verão americano. Na cartilha de exigências da Fifa aos países-sede de Copas do Mundo, há uma série de exigências. Essa discussão entre Trump e Infantino ainda será feita. A Fifa não costuma ceder. O problema é que o presidente dos Estados Unidos também não.

Neste Mundial, os jogadores relataram atuar “num forno” sob as altas temperaturas, como disse o brasileiro Yan Couto, do Borussia Dortmund, após a classificação diante do Monterrey. Há estádios cobertos e também há partidas disputadas à noite, sob temperaturas mais amenas.
Jogadores correm mais atualmente
Atualmente, os jogadores correm de 10 a 13 quilômetros durante os 90 minutos de um jogo. Sem contar o tempo extra de prorrogação. Em 1994, a estimativa era de que eles corriam de 7 a 9 quilômetros. Portanto, o desgaste é muito maior agora. A Fifa tem usado o tempo técnico de hidratação em todos os jogos do Mundial de Clubes.
A CBF já mandou uma comitiva para os Estados Unidos a fim de encontrar uma sede para a seleção brasileira. É provável que o Brasil chegue ao país com 30 dias de antecedência da Copa e escolha a Flórida como local-base. Isso ainda não está definido. O técnico Carlo Ancelotti vai participar de todas as decisões.





