O Corinthians vive um momento de encruzilhada financeira que exige medidas severas para o próximo ano. Vai reduzir custos, pode acabar com modalidades esportivas dentro do clube, dispensar e vender jogadores e encontrar um meio de ganhar mais com patrocinadores e direitos de TV. Com uma dívida bruta total consolidada em R$ 2,7 bilhões, o clube apresentou seu planejamento orçamentário para 2026 com uma meta aparentemente inimaginável e ousada: obter um superávit de R$ 12 milhões.

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O plano, aprovado pelo Conselho Deliberativo na última segunda-feira, dia 15, aposta em um choque de gestão para estancar a sangria observada na atual temporada e reorganizar as contas do Corinthians, o que não acontece há anos. O maestro dessa obra é o presidente Osmar Stábile.

Técnico Dorival Júnior, por ora, não pode ter reforços porque o clube sofre um transfer ban da Fifa / Corinthians

O desafio é hercúleo, visto que o déficit acumulado em 2025 apresentou um crescimento preocupante. Em apenas um mês, o prejuízo cresceu 13%, atingindo R$ 204,2 milhões até outubro. Para se ter uma ideia da aceleração do problema, o saldo negativo era de R$ 103 milhões em agosto, saltando para R$ 180 milhões em setembro — um aumento de quase 100% em apenas 60 dias.

Curiosamente, a maior fatia desse prejuízo não vem dos gramados, mas, sim, dos esportes amadores e do clube social, responsáveis por R$ 182,7 milhões do déficit total, de acordo com as informações do clube. Sabe-se que o Corinthians deve R$ 23 milhões ao atacante Memphis Depay.

Cortes no futebol e na folha

Para concretizar a virada financeira e sanear as contas do Corinthians, o que parece hoje impossível, o clube pretende aplicar cortes profundos. O objetivo central é reduzir as despesas com pessoal no departamento de futebol, incluindo no elenco profissional, de R$ 435 milhões para R$ 354 milhões. Essa economia de R$ 81 milhões em direitos de imagem, encargos e benefícios é a espinha dorsal do projeto. Quando somados outros custos operacionais de jogos e serviços, a meta de redução no futebol chegaria a R$ 90 milhões. O clube pretende fazer em 2026 o que não fez nos últimos cinco anos, por exemplo.

Romero e Talles Magno estão de malas prontas para deixar o Corinthians na próxima temporada / Corinthians

Essa diretriz de economia não se restringe ao CT Joaquim Grava. A folha de pagamento geral do clube deve cair de R$ 505 milhões para R$ 410 milhões, mantendo o percentual de redução em todos os setores. É um movimento necessário para que o Corinthians recupere a capacidade de investimento e evite que a dívida bilionária se torne impagável a curto prazo.

Arrecadação e venda de atletas

No lado das receitas, o otimismo da diretoria para ajustar as contas reside no marketing e nas negociações de jogadores. O orçamento prevê arrecadar R$ 255 milhões em patrocínios, o que representaria um salto de 47% em relação ao que foi arrecadado em 2025. Além disso, os direitos de transmissão de TV estão estimados em R$ 335 milhões.

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Outro pilar fundamental é o mercado da bola: o clube estabeleceu a meta de R$ 151 milhões em vendas de jogadores para 2026. Sem contar com essas vendas, a expectativa é de uma receita bruta de R$ 806 milhões, valor 13% superior aos R$ 711 milhões estimados para o fechamento da atual temporada. O sucesso desse plano depende, agora, da disciplina em manter os gastos sob controle diante da pressão por resultados em campo. Por ora, poucos acreditam que dará certo. O clube ainda sofre transfer ban da Fifa e não pode se reforçar esportivamente. Dois jogadores já estão de malas prontas para ir embora: Talles Magno e Romero.

IA com informação e edição do The Football

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