Quando alguém diz que o Campeonato Brasileiro é feito de 38 finais, pode mostrar o jogo entre Atlético-MG e Palmeiras para exemplificar. Primeira rodada, Arena MRV lotada e um confronto de duas equipes que brigaram – no sentido figurado e também literal – até o fim. É sabido que, para sorrir lá em dezembro, quando a competição termina, é preciso construir o caminho desde cedo. E foi o que os rivais tentaram.

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Este ano o calendário é diferente por causa da Copa do Mundo, o que faz com que algumas competições tenham que ser adaptadas. Por isso, já em janeiro, o Brasileirão está no ar. Seja o mês que for, no entanto, é bem difícil que alguém diga que empatar com o Galo, fora de casa, seja um placar ruim. Longe disso. Foi um 2 a 2 de muita intensidade que deixou certezas e dúvidas na cabeça da torcida palmeirense. Possivelmente, também na de Abel Ferreira.

Na estreia do Brasileirão, Flaco López mostra que a fase do ano passado pode ser melhor em 2026 / Palmeiras

Depois de ver a equipe se portar bem na vitória por 3 a 1 diante do São Paulo, pelo Paulistão, o técnico repetiu quase toda a escalação, exceção feita a Murilo, que apareceu no lugar de Bruno Fuchs. No meio, ele manteve a dupla dinâmica formada por Andreas Pereira e Marlon Freitas, que mais uma vez ditou o ritmo alviverde.

Um pra lá, um pra cá

Flaco López começou na função de 9, uma vez que Vitor Roque ainda está readquirindo a melhor forma física e começou na reserva. Em um primeiro tempo morno, em que o Palmeiras pressionava a saída de bola, mas pouco conseguia assustar Everson, a santa bola aérea botou os visitantes na frente: Andreas Pereira cobrou escanteio e o argentino, livre, só testou para as redes.

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O Atlético-MG pouco conseguia criar e, sem espaços nos encaixes de marcação do rival, forçava chutões para frente ou apelava para um expediente que a torcida do Palmeiras conhece bem: jogar no Dudu e esperar que ele encontre dribles e soluções. Longe da velha forma, o camisa 92 não encontrou nem um nem outro. Mas viu de perto seu antigo companheiro Murilo, que vinha bem até os minutos finais da primeira etapa, dar uma senhora furada que resultou num bate e rebate e se ofereceu para Victor Hugo concluir e empatar.

Turbo ligado

Na volta do intervalo, a história foi completamente diferente e o “modo 38 finais” foi ativado. A postura do time de Minas, mais agressivo, começou a trazer efeito para os palmeirenses. Para o bem e para o mal. Se por um lado Carlos Miguel começou a passar muito mais aperto do que antes, por outro o time também dava mais espaços na defesa.

No banco, o elétrico Jorge Sampaoli fez seu time jogar à sua imagem e semelhança, especialmente a partir de substituições importantes, como as entradas de Gustavo Scarpa e Cuello. O argentino mostrou a que veio com apenas um minuto em campo: deixou Khellven na saudade e só bateu na saída de Carlos Miguel para sair para o abraço. A alegria durou pouco porque o VAR entrou em ação e acusou um impedimento milimétrico.

Só que o lateral palmeirense não se safaria uma segunda vez. Pouco tempo depois, Scarpa mandou a costumeira bola venenosa para a área e o camisa 12 meteu uma canelada contra o patrimônio para marcar a virada dos atleticanos. Foi a vez de Abel começar a fazer suas trocas e colocar a molecada no jogo. Enquanto o time não confirma reforços, o português foi se virando com a base: entraram Riquelme Filipi, Luighi e Arthur. Também do banco saiu um herói nada improvável.

Vitor Roque marcou seu primeiro gol na temporada, o de empate do Verdão em Minas Gerais / Palmeiras

Vitor Roque jogou pouco, mas o suficiente para aprontar das suas ao arrancar com força e velocidade, ganhar da marcação e finalizar em cima de Everson. O rebote voltou no atacante e morreu no fundo do gol, quase sem querer querendo. Era o empate com comemoração de mão na orelha e tudo mais o que tinha direito o Tigrinho, que ainda teve tempo de se desentender com adversários, protagonizar empurra-empurra, levar amarelo. E sair como herói.

Na agenda

O próximo compromisso do Palmeiras pela competição nacional será contra o Vitória, na quarta que vem, às 21h30, na Arena Barueri. Um pouco antes, às 19h, o Atlético-MG sai para visitar o Red Bull Bragantino no Cícero de Souza Marques.

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