Depois da vitória suada diante do Mirassol no último domingo, na abertura do Allianz Parque em 2026, o Palmeiras foi criticado pelo desempenho. Para uma boa parcela da torcida, o time comandado por Abel Ferreira deixou a desejar. Três dias se passaram e lá estava novamente o Palmeiras em sua casa, de novo pelo Brasileirão, desta vez para receber o Botafogo, um rival de mais peso e história. No duelo que valeu nesta quarta pela 7ª rodada, o desempenho do time foi melhor. Pelo menos na primeira parte da disputa.
O placar terminou com a vitória do Palmeiras por 2 a 1, resultado suficiente para o time de Abel retomar a liderança do Brasileirão nos critérios de desempate após a derrota do São Paulo em Minas. Mas muita gente nem havia conseguido entrar no estádio ainda quando o Palmeiras balançou a rede. Com o jogo às 19h, depois de uma “bela” chuva que caiu sobre a capital paulista, o trânsito não colaborou para quem pretendia acompanhar o duelo desde o começo.

Antes mesmo de o cronômetro marcar sete minutos, o Palmeiras já tinha um gol na conta. Andreas Pereira chutou na boa triangulação do time no ataque, mas a bola resvalou em Allan. Embora o volante tenha festejado, a arbitragem deu o feito para o atacante. O goleiro Raul foi enganado pelo desvio de Allan. O primeiro tempo do Palmeiras foi melhor.
Andreas e Marlon
Depois do gol, só deu Palmeiras. Com Andreas e Marlon Freitas – que enfrentava o seu ex-clube e até protagonizou um bate-boca com os companheiros cariocas no fim do jogo –, responsáveis pelas inversões de jogo que deixavam os botafoguenses perdidinhos, Allan e Jhon Arias, especialmente, serviam de flecha para explorar as beiradas de uma marcação bastante desajustada do rival. De modo que o Palmeiras conseguia ganhar campo e desenvolver boas jogadas.
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Foi numa dessas arrancadas do colombiano Arias, que ele deu mostras do que é capaz. O jogador fez a sua melhor apresentação com a camisa do Palmeiras. Nesta jogada, aos 43 minutos, ele foi derrubado por trás por Medina. Falta e cartão vermelho para o marcador.
Arias marca, Danilo também
O Palmeiras já teria espaço naturalmente pela superioridade numérica. Teve ainda mais porque o Botafogo resolveu subir a marcação. Um erro. O time do Rio ofereceu todo o terreno para os donos da casa se deliciarem. Demorou seis minutos para o desastre do Glorioso aumentar na mesma proporção da alegria palmeirense. E com Arias, que fez o seu primeiro gol vestindo verde. Andreas Pereira recuperou a bola e o camisa 11 partiu para cima da marcação, que corria para trás. Ele gingou para o meio da área e bateu seco. Abel gostou.
“O primeiro gol com essa camisa é sempre algo marcante. No fim, sofremos um pouco mais do que deveríamos por toda a condição que o jogo se apresentou. Mas estou feliz porque cumprimos o nosso objetivo. Agora é melhorar o que faltou, que foi matar o jogo antes“, comentou Arias em entrevista à Globo ainda no campo.

Arias lamentou porque parecia que a “fatura” estava liquidada. Mas Danilo fez questão de deixar com saudade a torcida palmeirense – que ainda sonha com o seu retorno. Aos 13 minutos, o volante foi para a briga dentro da área e a bola se ofereceu para ele completar contra Carlos Miguel. Houve um bate-cabeça na defesa do Palmeiras. O gol de Danilo fez o Botafogo renascer. Ele não comemorou em respeito ao clube que o projetou.
A história se repete
Depois de sofrer o gol, o Palmeiras se desarrumou novamente. Parecia ter desmontado e deixado a confiança ir embora. A exemplo do que ocorreu diante do Mirassol, a equipe se deixou abater, errava nas tomadas de decisão, dava espaço mesmo com um jogador a mais e permitiu que o adversário crescesse no jogo. Passou, então, a se segurar para não levar o empate. Carlos Miguel precisou trabalhar. A vitória poderia ter sido mais tranquila se Maurício, Larson e Vitor Roque não tivessem desperdiçado tantas chances.





