No duelo em que os dois treinadores estavam sendo cobrados, deu Renato Gaúcho contra Roger Machado. Deu Vasco em sua casa diante do visitante São Paulo: 2 a 1. Mas quem saiu na frente foi o Tricolor, com gol de Luciano, após chute que deu rebote de Calleri. O problema é que após o gol, ainda no primeiro tempo, o São Paulo sentou em cima do resultado, controlou o jogo nos primeiros 45 minutos e imaginou que poderia seguir desta maneira até o fim em São Januário.
Jogou de forma equivocada e como time pequeno. Segundo o atacante Calleri, o São Paulo fez exatamente o contrário do que trabalhou e treinou durante a semana. Ou seja, o jogador argentino isentou Roger Machado da postura covarde do time no Rio. Segundo ele, não era para ser assim. Mas foi.

Roger Machado também deveria ter mudado essa história, mas não conseguiu ser ouvido. Falta a ele um pouco mais de cobrança. Foi a sua décima partida no comando do time depois da queda de Crespo. E a segunda derrota seguida. Na rodada anterior, perdeu para o Vitória. Ele teve Artur e Ferreirinha nas pontas, mas perdeu a bola e o campo. Jogou na defesa, chamando o rival. Um risco nada calculado.
O que disse Calleri
“Perdemos o gol que eu perdi, depois tomamos dois e saímos com uma derrota, estou muito furioso. O torcedor está certo de reclamar. A gente entregou. Fizemos os primeiros trinta minutos bons, mas depois não conseguimos ficar muito com a bola, não tivemos tantas chances de gol. Pedimos desculpas ao torcedor e nós somos os primeiros culpados”, disse Calleri.
Renato mexe bem no Vasco
Não demorou para o Vasco retomar as rédeas do jogo. Renato Gaúcho mexeu melhor no time e soube cobrar e dar confiança aos jogadores para uma virada. Havia a figura imaginária de Roberto Dinamite presente em São Januário, numa festa linda para o eterno ídolo. Não foi um jogo dos mais técnicos e bonitos. E o pênalti na mão de Calleri foi bem marcado. Não há o que reclamar, a não ser o futebol pobre depois do gol. Pobre e covarde.
A irritação de Calleri na entrevista ao Prime após a derrota demonstrou o descontentamento do atacante com os seus companheiros e com ele próprio. Não era para o São Paulo ter jogado dessa maneira, agarrado ao resultado parcial de 1 a 0. A derrota por 2 a 1 de virada vai ter efeito no Morumbi. Roger será cobrado por aqueles que queriam a sua saída antes mesmo da sua chegada.
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É preciso dizer que nem tudo é responsabilidade do treinador. E o que o são-paulino faz com Roger é desonesto. A diretoria formada por Rafinha e Rui Costa segura Roger, mas pode largar a sua mão quando for mais pressionada. Na tabela, o São Paulo mantém os 20 pontos, mas pode perder duas posições na sequência da rodada. Vai torcer contra Bahia e Athletico Paranaense. O Vasco dá seus pulinhos, mas continua ameaçado. Quebrou a sequência de duas rodadas sem ganhar no Nacional. Renato não corre risco no clube. Ele ainda tem a confiança do torcedor, do elenco e da diretoria.





