É preciso entender que o nome de Neymar sempre esteve nas listas dos 50 do técnico Carlo Ancelotti. O treinador italiano sabe exatamente onde estava pisando quando aceitou o convite da CBF para assumir a seleção brasileira. Portanto, ele sempre teve noção do que representa Neymar para o futebol brasileiro, mesmo em baixa na Arábia Saudita e no próprio Santos em seu retorno ao futebol nacional.
Ancelotti nunca fechou as portas para o atacante, tampouco falou uma única frase que pudesse tirar o sonho do jogador de disputar mais uma competição da Fifa. O treinador nunca duvidou de Neymar. Ele agiu de forma correta com o atleta, com os seus princípios e com os planos para o hexa. Quem não fez a sua parte nos últimos dez meses foi Neymar. Ele melhorou a sua condição física, mas perdeu agilidade, rapidez e técnica. Neymar se transformou num jogador comum aos 34 anos. O que também é natural.

Isso explica porque Pelé parou de jogar cedo, assim como Ronaldinho Gaúcho. Garrincha, nos seus últimos dribles no Olaria, em 1972, era um atacante ruim de bola. Já em sua passagem pelo Corinthians, anos antes, em 1966, o “Anjo das Pernas Tortas” que encantou o planeta fez 13 jogos apenas e dois gols. Também não era nem de longe o jogador que foi. E assim foi com tantos craques e gênios da bola.
Não há discussão sobre Neymar na CBF
Não é porque Neymar fez um gol na vitória do Santos sobre o Bragantino no fim de semana que ele vai para a Copa. Neymar não está mais sendo avaliado. Ele é “estepe” de uma lista de 55 jogadores, em que 26 vão para o Mundial e outros tantos estão à sua frente nessa corrida. A CBF vai entregar o listão de Ancelotti nesta segunda-feira, para anunciar no dia 18 os escolhidos no Rio de Janeiro.
Portanto, Neymar não está em discussão nos corredores da entidade. A Copa do Mundo será uma competição mais intensa, com mais jogos, mais concentração e mais deslocamentos. Há três países envolvidos na disputa: EUA, México e Canadá. A intensidade do futebol mudou. Os “caras” andam a 200 km/h. Não há como competir se o Brasil não estiver nessa mesma velocidade. Neymar não está mais.

A intensidade da Copa vai ser a mesma dos jogos da Champions League, da Premier League e até mesmo da LaLiga ou da Bundesliga. O Brasil ainda não tem um time organizado a ponto de fazer o que a Argentina fez na última edição. Onde encaixar Neymar no atual jogo da seleção brasileira? Ele não consegue nem ajudar o Santos nas partidas do Brasileirão, o que dirá de resolver os problemas do Brasil na Copa.
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O projeto de Neymar de jogar a quarta e última Copa do Mundo não contava com a mudança de comando da seleção, quando Dorival Júnior perdeu o posto e a CBF contratou Carlo Ancelotti. O italiano trouxe novos parâmetros para o futebol do Brasil, novas concepções, uma mentalidade europeia e sem qualquer vínculo com os jogadores. Ele resgatou quem confiava, como Casemiro. Não resgatou Neymar. Por isso, se levar Neymar, Ancelotti caíra em desgraça no comando do Brasil. Será encarado por muitos como “farinha do mesmo saco”. E sabemos que ele não veio ao Brasil para passear e conhecer o Cristo Redentor.





