Uma ilha do Caribe vai debutar no Mundial sem qualquer expectativa. Com apenas 150 mil habitantes, Curaçao entrou para a história ao se tornar o menor país em população e território a se classificar para o torneio da Fifa. O país surpreendeu o mundo ao conseguir uma das vagas da Concacaf de maneira invicta. Foi uma grande façanha, mas nada que preocupe os adversários. O time foi derrotado no seu primeiro teste antes da competição.
No último sábado, a seleção caribenha foi goleada pela Escócia por 4 a 1 no Hampden Park, em Glasgow. O time escocês é um dos rivais do Brasil na primeira fase. Sentido o desgaste físico, a seleção curaçauense cedeu à pressão dos europeus. Mas a “Onda Azul” ainda fará um último amistoso neste sábado: enfrenta a Aruba no Estádio Ergilio Hato, em Willemstad, capital do país. Será a despedida diante da sua torcida e a expectativa é de casa cheia no adeus.

Curaçao não possui uma liga profissional de futebol. Mesmo assim está na Copa do Mundo. A maioria do elenco nasceu na Holanda e se naturalizou por causa de uma estratégia de recrutamento. O único jogador da seleção que nasceu na ilha é o atacante Tahith Chong, que atua no Sheffield United, da segunda divisão da Inglaterra. Alguns dos destaques do selecionado caribenho são os meio-campistas Leandro Bacuna e Juninho Bacuna. Os dois são irmãos, também nasceram na Holanda, mas optaram em defender o país caribenho devido à ascendência dos pais.
Técnico veterano
Experiência é a principal credencial do técnico holandês Dick Advocaat, que está em sua segunda passagem pela seleção de Curaçao. O treinador de 78 anos vai para a terceira Copa do Mundo da carreira. Ele comandou a Holanda eliminada nas quartas de final em 1994 para o Brasil, no jogo que terminou 3 a 2. Já em 2006, na Alemanha, ele dirigiu a Coreia do Sul, que caiu na primeira fase. Com passagens por diversos países europeus, Advocaat já conquistou títulos na Holanda, Escócia e Rússia. Ele é o técnico mais velho a dirigir uma seleção no Mundial.

Com limitações físicas e técnicas, a “Onda Azul” vai ter dificuldade em um grupo com três seleções com mais tradição internacional. A equipe está no Grupo E, ao lado de Alemanha, Equador e Costa do Marfim. Mas Advocaat declarou que uma classificação para a segunda fase não é impossível. “Times amadores também podem vencer equipes de primeira divisão. Então, tudo é possível em um torneio desse tamanho”, acredita.
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A seleção caribenha escolheu ficar concentrada na Florida Atlantic University (FAU), localizada em Boca Raton, na Flórida, Estados Unidos. A preferência se deu porque o clima local é semelhante à ilha caribenha, ajudando na ambientação dos jogadores. Curaçao estreia na Copa contra a poderosa Alemanha, no dia 14 de junho, no NRG Stadium, em Houston, Texas.





