Após uma eliminação precoce na Copa Africana, a Tunísia decidiu mudar tudo. A federação demitiu o técnico Sami Trabelsi e contratou o francês Fabri Lamouchi para o cargo. O novo comandante iniciou uma reestruturação da seleção, trazendo jovens para o grupo e deixou de fora jogadores experientes como o lateral Ali Maalou. Com pouco tempo de trabalho, o treinador colecionou resultados ruins. Foram quatro jogos com apenas uma vitória, um empate e duas derrotas.

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A mais humilhante foi contra a Bélgica, numa goleada de 5 a 0 para os europeus. Dessa maneira, fica difícil esperar um bom desempenho das Águias de Cartago no Mundial. Em sua sétima Copa do Mundo, a Tunísia mescla jogadores mais veteranos como o volante Ellyes Skhiri, do Eintracht Frankfurt, da Alemanha, e revelações como o meio-campista Hannibal Mejhri, do Burnley, da Inglaterra. Contudo, o objetivo de chegar à segunda fase do Mundial será bastante complicado. A seleção africana está no equilibrado Grupo F com Suécia, Japão e Holanda.

Tunísia passou por uma reformulação e aposta na solidez defensiva para chegar na segunda fase da Copa / Fifa

Dos 26 jogadores convocados, somente seis atuam na liga local. Desde que Lamouchi assumiu a equipe, a Tunísia demonstrou ser um time reativo que se defende em blocos baixos e que se arrisca pouco ao ataque. A tendência é que a equipe atue fechada e apostando nos contra-ataques contra os adversários mais tarimbados.

Força na defesa

Como o sorteio colocou a Tunísia com os dois primeiros jogos em Monterrey, a seleção definiu fazer da cidade mexicana sua base para treinamento e alojamento na primeira fase. As atividades de campo e preparação física estão sendo realizadas no centro de treinamento do C.F. Monterrey, equipe da primeira divisão mexicana. A estreia será contra o qualificado time da Suécia neste domingo no Estádio BBVA. Desde o início da partida, a proposta tunisiana será clara: suportar a pressão física dos suecos, alongar o zero a zero o máximo possível e buscar uma bola parada para criar alguma oportunidade ofensiva.

Revelado pelo Manchester United, o volante Hannibal Mejbri é o camisa 10 da seleção da Tunísia / Instagram

A defesa é o melhor setor das Águias de Cartago. Nas eliminatórias africanas, o time não tomou nenhum gol nas dez partidas disputadas. Foram nove vitórias e um empate, sem nenhuma derrota. O nome de referência da defesa de Tunísia é o zagueiro Montassar Talbi, que atua no Lorient, da França. O defensor gosta de cercar os atacantes adversários, fechar as linhas de passe e desarmar em pé, usando o corpo sem fazer falta.

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Na Copa de 2022, no Catar, a Tunísia surpreendeu o mundo ao vencer a então campeã França por 1 a 0, com gol de Wahbi Khazri, em uma das maiores zebras da competição. Quatro anos depois, a seleção africana busca espantar algum favorito e conseguir a sonhada classificação para a segunda fase do Mundial.

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