Nova York – Contra o Japão, o Brasil fez a sua partida mais madura até agora na Copa do Mundo. Virou um jogo em que estava perdendo por um gol de diferença para se classificar às oitavas de final da competição. Não foi fácil, mas a seleção teve paciência e resiliência para manter o seu padrão sem sobressaltos, com Vini Jr. pela esquerda e Matheus Cunha fazendo a movimentação na frente. A virada tem mais a cara do técnico Carlo Ancelotti do que dos jogadores brasileiros.
A vitória por 2 a 1 contra os japoneses também provou que o treinador tem atletas no banco capazes de mudar uma partida. Nem sempre foi assim na Copa do Mundo. O Brasil continuou pressionando após a entrada de Endrick e Martinelli. Não se viu, por exemplo, aquela desorganização tática comum quando o time está atrás no marcador.

É preciso ressaltar também a “volta por cima” de Casemiro e Danilo, o lateral, após um erro na saída de bola que propiciou rápido contra-ataque do Japão e, consequentemente, o primeiro gol. O Brasil sempre foi melhor do que o rival. Pressionou mais e teve a bola sob o seu domínio, embora nunca tenha ficado à vontade em campo.
Casemiro, de criticado a salvador
Ancelotti só tirou o “criticado” Casemiro depois que ele já tinha se redimido do erro no gol japonês. Portanto, quem espera que o treinador abra mão do volante na próxima partida, deve perder as esperanças. Mas o jogador recebeu um cartão amarelo e está de sobreaviso. Fabinho entrou mais uma vez em seu lugar.
A seleção não jogou mal. Mas teve dificuldades para furar o bloqueio japonês. A equipe nipônica é forte e tem competência técnica e tática, como se esperava. Não merecia ter ficado fora da Copa. Há equipes bem mais fracas do que ela com chances de permanecer na disputa. O problema do Japão foi ter enfrentado o Brasil.

A fase de 16 avos do Mundial está apenas começando. Ancelotti também fez o que se esperava dele: manteve a calma e a ordem das substituições, de modo a não permitir que Neymar furasse a fila no banco de reservas. Primeiramente, porque o atacante não tem condições físicas para jogar mais do que 30 minutos e também porque ele não é a melhor opção do italiano para mudar a história de um jogo nesta Copa.
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Ancelotti não deve nada a Neymar e ele sabe disso. A vitória por 2 a 1 tira um peso grande das costas da seleção e começa a apontar um crescimento do Brasil. O time ainda joga “amarrado” taticamente, mas vai ganhando confiança para se soltar mais. O teste contra os japoneses foi bom e o Brasil foi aprovado. A delegação terá quase uma semana para se preparar para enfrentar o vencedor de Costa do Marfim e Noruega, do ótimo Halland. A seleção avança na competição, ganha o respeito do torcedor e começa a ser apontada também pelos adversários mais badalados da disputa.





