Após a eliminação para a Noruega, o técnico Carlo Ancelotti estava resignado. Ele declarou no MetLife Stadium, em New Jersey, que o resultado não era o fim para a seleção brasileira, mas o início de um novo ciclo. O treinador lamentou a derrota, mas enfatizou que seu time controlou a maior parte da partida. “Temos de manejar a tristeza e amanhã vamos pensar no futuro dessa equipe, que já tem um grupo de jovens e muitos veteranos que poderão ser utilizados ainda”, disse. Suas declarações farão eco nos próximos dias porque o torcedor não viu nem vê nada disso. O Brasil fracassou neste ciclo.
O treinador italiano destacou que continuará trabalhando na tentativa de melhorar e buscar “novas ideias” e caminhos. Neymar não joga mais pelo Brasil, por exemplo. Pouco antes do Mundial, o profissional renovou seu contrato com a CBF até a Copa de 2030, que será disputada em Portugal, Espanha e Marrocos. “Estamos profundamente tristes, como estão tristes todos os torcedores brasileiros”, sustentou.
Ele também destacou que a decisão do volante Bruno Guimarães em bater a penalidade no primeiro tempo, quando o jogo estava empatado sem gols, foi amparada por critérios técnicos. Inicialmente, a primeira opção seria Raphinha, machucado e fora da partida. Vini Jr. tinha a bola nas mãos, mas a entregou ao camisa 8.

“Escolhemos o Bruno porque entendemos que era a melhor opção do Brasil”, defendeu o técnico. Na segunda etapa, Neymar converteu outro cobrança de pênalti. Foi o único gol brasileiro na partida. O Brasil perdeu por 2 a 1, com dois gols de Haaland. Quando Neymar marcou, a Noruega já estava na frente com os dois gols e o relógio apontava para o fim do jogo.
Na entrevista coletiva, Ancelotti afirmou que usará a experiência desta Copa como motivação para o trabalho futuro. Mesmo com a queda precoce, o técnico adotou um tom filosófico ao classificar a sua trajetória de um ano no comando da seleção como uma “experiência bonita”. Ele manteve a serenidade de sempre, não fez piadas, mas também não entendeu ser o “fim do mundo” para o Brasil.
Primeira Copa como técnico
Aos 67 anos, Ancelotti é o primeiro estrangeiro a dirigir o Brasil em Copas do Mundo. Pentacampeão da Champions League, o italiano tem uma trajetória de inúmeras conquistas em equipes europeias, como Milan e Real Madrid, por exemplo. Sua primeira experiência como treinador principal de uma seleção nacional acabou em uma eliminação precoce nas oitavas de final. A última vez que o Brasil caiu nesta fase de um Mundial foi em 1990, contra a Argentina, de Maradona.
Futuro próximo
Diversos jogadores mais velhos que defenderam a seleção brasileira nesta Copa não estarão no próximo ciclo. O zagueiro Danilo, o volante Casemiro e o meia-atacante Neymar fizeram a última partida pelo Brasil em Mundiais. A tendência é Ancelotti dar oportunidade para jogadores mais promissores, como o volante Danilo Santos e os atacantes Endrick, Rodrygo e Estevão.
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A seleção brasileira tem confirmado dois amistosos contra a Austrália em setembro deste ano. Os jogos acontecerão na sexta-feira, dia 25, em Townsville, e no domingo seguinte, dia 27, em Brisbane. A tendência é fazer testes tentando acertar um grupo coeso para a Copa América de 2028, que possivelmente será disputada nos Estados Unidos. A CBF deixará os Estados Unidos na terça-feira, em voo fretado com destino ao Rio de Janeiro. Mas os jogadores estão liberados.





