A final da Copa de 1966 entre Inglaterra e Alemanha Ocidental foi decidida por um dos gols mais polêmicos da história. O lance aconteceu no primeiro tempo da prorrogação envolvendo o atacante inglês Hurst. Ele chutou a bola que bateu no travessão e caiu muito próximo da linha do gol. O árbitro suíço Gottfried Dienst validou o lance, correndo para o meio de campo, dando o gol. Desde então, nunca mais a seleção inglesa se classificou para uma final de Copa do Mundo. A chance será nesta quarta-feira contra a poderosa Argentina, de Lionel Messi, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.
São equipes invictas no Mundial. A Inglaterra atua de forma pragmática. Mas muito convincente. Um dos diferenciais do time é o momento exuberante de Jude Bellingham. Há ainda o faro do artilheiro Harry Kane. Já o time sul-americano faz campanha de superação na fase de mata-mata. A Argentina teve dificuldades para superar rivais mais fracos como Cabo Verde, Egito e Suíça. Mas há também um importante diferencial na equipe: Lionel Messi.

Competição: Copa do Mundo, semifinal Data: 15 de julho
Horário: 16h de Brasília
Onde assistir: Globo, SBT, SporTV, CazeTV, GETV e N Sports
Estádio: Mercedes-Benz Stadium, Atlanta (EUA)

Em um duelo com muita história, Inglaterra e Argentina brigam por uma vaga na final da Copa. Quem passar vai encarar a Espanha. São duas equipes que fazem ótimas campanhas. Foram líderes dos seus respectivos grupos na primeira fase. O jogo também será o duelo de dois grandes artilheiros e protagonistas. Os europeus contam com o atacante Harry Kane, que pode conduzir o English Team de volta a uma final de Copa após 60 anos. Messi poderá chegar à sua segunda final seguida de Mundial.

Inglaterra
De 1966 para cá, o English Team chegou apenas duas vezes na fase semifinal de Copas. A primeira foi em 1990, na Itália. A segunda, em 2018 na Rússia, quando Kane jogou o seu primeiro mundial. Aos 32 anos, ele é um dos protagonistas da seleção inglesa ao lado de Jude Bellingham. Longe do estilo ultra-ofensivo desses talentos, a equipe atua de forma organizada, valorizando o controle da bola e o poder decisivo de seus jogadores. Com uma campanha positiva na primeira fase, foi a primeira colocada do Grupo L ao vencer Croácia (4 a 2) e Panamá (2 a 0). Mas também não passou do empate sem gols com Gana. Na fase de mata-mata, virou o confronto com o Congo (2 a 1) e superou o México no Estádio Azteca lotado num jogo dramático (3 a 2). Nas quartas de final, precisou da prorrogação para eliminar a Noruega por 2 a 1. É um time equilibrado e organizado.
Argentina
Nas Eliminatórias Sul-Americanas, a Argentina fez uma campanha destruidora. Primeira colocada, teve o melhor ataque do torneio e confirmou a classificação antes de todos os demais adversários. Na primeira fase da Copa, continuou tendo um desempenho avassalador. Sem nenhum tipo de dificuldade, a Albiceleste confirmou seu favoritismo na primeira etapa e superou Argélia (3 a 0), Áustria (2 a 0) e Jordânia (3 a 1). Líder do Grupo J, a seleção sul-americana parecia que golearia em todos os jogos da segunda fase. Mas não foi bem assim. Já na fase de 16 avos, a Argentina teve de levar a partida para a prorrogação para superar Cabo Verde por 3 a 2. Depois, venceu Egito e Suíça, mas deu sinais de esgotamento físico. Messi é o motor do time com impressionantes oito gols em seis jogos.

Sob o comando de Thomas Tuchel, a Inglaterra seguirá o esquema que atuou nas partidas anteriores do Mundial: pressão no meio-campo e transições rápidas pelos lados. A ideia é anular a atuação de Messi e isolar os jogadores sul-americanos. A ordem do treinador é pressionar os volantes argentinos, de modo a impedir que a bola chegue ao camisa 10. Já a Argentina deve priorizar uma formação mais defensiva, tentando neutralizar o espaço entre Bellingham e Kane. Messi atuará livre na criação, tentando dar velocidade nas transições ofensivas.

Jogador decisivo: Lionel Messi
Provável estratégia: o meia-atacante terá total liberdade de posicionamento no confronto. Ele é o cara das estratégias ofensivas. Tentará ditar o ritmo e desferir passes verticais para os centroavantes. A movimentação intensa serve para atrair a marcação e dar espaço ao camisa 10 fazer suas arrancadas. Aos 39 anos, Messi mostra um desempenho extraordinário e luta pela artilharia do torneio.


INGLATERRA: Jordan Pickford, Jarell Quansah, Ezri Konsa, Marc Guéhi e Nico O´Reilly; Declan Rice, Elliot Anderson e Jude Bellingham; Bukayo Saka, Anthony Gordon e Harry Kane. Técnico: Thomas Tuchel
ARGENTINA: Emiliano Martínez, Nahuel Molina, Cristian Romero, Nicolás Otamendi, Lisandro Martínez e Nicolás Tagliafico; Leandro Paredes, Enzo Fernández e Alexis Mac Allister; Lionel Messi e Julián Álvarez. Técnico: Lionel Scaloni

É a luta entre duas seleções para chegar à final da Copa contra a Espanha. Para a Argentina, significa confirmar o protagonismo de Messi contra um adversário histórico e uma guerra entre eles, a das Malvinas. Já os ingleses não chegam a uma decisão de Mundial desde 1966. Será a oportunidade de Harry Kane e Jude Bellingham entrarem definitivamente na história da seleção inglesa.

Inglaterra e Argentina já se enfrentaram 14 vezes, com vantagem inglesa. O English Team venceu o duelo seis vezes, com cinco empates e três derrotas. Em Mundiais, eles se enfrentaram em cinco oportunidades. A primeira foi durante a fase de grupos da Copa de 1962. A partida foi disputada no Estádio El Teniente, em Rancagua, e terminou 3 a 1 para a Inglaterra, com gols de Flowers, Bobby Charlton e Jimmy Greaves. O duelo mais famoso foi pelas quartas de final de 1986, no Estádio Azteca. A Argentina venceu por 2 a 1 com dois gols de Diego Armando Maradona. O primeiro ficou conhecido como “A mão de Deus”. Já o segundo ficou marcado como o antológico “Gol do Século”. Maradona arrancou do meio-campo e driblou cinco atletas ingleses, entre eles o goleiro Peter Shilton, para fazer o gol.

Técnico da Argentina, Lionel Scaloni atuou como lateral-direito. Ele foi muito hábil na marcação e na entrega física. Em uma carreira de 20 anos, jogou em oito clubes de quatro países diferentes. No ano de 2006, o jogador atuou durante uma temporada no West Ham, onde chegou a disputar uma final da Copa da Inglaterra. O ápice da sua carreira em clubes foi no Deportivo La Coruña, da Espanha, equipe que defendeu entre 1998 e 2006 e ganhou três títulos nacionais.





