O Conselho Deliberativo do São Paulo expulsou o ex-presidente Julio Casares do quadro associativo do clube nesta quinta-feira. A decisão teve 233 votos a favor e cinco contra. O Conselho de Ética do Tricolor citou cerca de R$ 7 milhões em saques sem comprovação de origem e R$ 1 milhão em gastos irregulares no cartão corporativo, totalizando R$ 8 milhões.
Além de ser expulso, o ex-presidente terá de realizar um ressarcimento integral ao São Paulo de todos os valores comprovadamente utilizados para fins particulares. Em novembro do ano passado, Casares devolveu R$ 560.401,74, ao clube, quando já era investigado por irregularidades. O ex-presidente também é alvo de investigações da Polícia Civil e do Ministério Público. Esse valor de ressarcimento ainda será apurado.

Julio Casares se elegeu presidente do São Paulo pela primeira vez em 2020. Sob sua gestão, o Tricolor ganhou o Paulistão, a Copa do Brasil e a Supercopa Rei. Em 2023, ele se reelegeu presidente por aclamação, sem ter concorrentes no Morumbi. Apesar das conquistas, o custo do elenco inflacionou as contas e levou a dívida do clube a patamares próximos do R$ 1 bilhão.
Crise e renúncia
Em 2025, surgiram denúncias sobre um sistema de desvio de dinheiro e venda irregular de ingressos de camarotes no Morumbis em shows. A Polícia Civil abriu inquérito e sua reputação foi comprometida. Além do mandatário, estariam envolvidos o diretor Douglas Schwartzmann e Mara Casares, ex-mulher do presidente. Posteriormente, os dois também foram expulsos do clube.
SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
Após a pressão de muitos conselheiros e do impeachment, Julio Casares optou por renunciar à presidência em janeiro, em seu último ano de mandato. Ele alegou que estava sendo vítima de uma intriga política e que provaria a sua inocência. Seu vice, o empresário Harry Massis Júnior, assumiu o cargo. Mesmo assim, o clube teve problemas de salários atrasados e sofreu transfer ban. O clube deve para seus jogadores.
Outro lado
Em nota, a defesa do ex-presidente Casares, representada pelos advogados Daniel Bialski, Bruno Borraigne, André Bialski e Bruna Luppi, manifestou “perplexidade e espanto” com a decisão do Conselho Deliberativo do São Paulo. O comunicado afirma que o clube nãom permitiu a defesa do acusado.





