Nova York – A Copa do Mundo está ganhando de tudo. Ganha da guerra. O Irã foi assunto no início, maltratado pelas viagens seguidas entre Tijuana e Califórnia. Mas até a bandeira persa virou assunto e os jogos disputados até o fim chamaram mais a atenção do que o conflito no Oriente Médio. A paz precisa voltar. Mas os gols venceram a guerra, como atração no Mundial. A melhor média de gols desde 1958, com 2,92 por partida.
A segunda maior média de público de todos os tempos, com 64 mil por jogo, apesar das críticas aos preços dinâmicos. Os Estados Unidos têm muita gente e muito dinheiro. Por incrível que pareça, está dando certo.

A disputa cabeça a cabeça de Messi e Mbappé pela artilharia da Copa, a França candidata a ser a primeira campeã mundial vencendo os oito jogos seguidos, coisa que México e Argentina também podem conseguir. Mas com o guepardo Mbappé, os franceses se candidatam a ser a melhor seleção de todas as Copas.
A França de 2026
Mais do que o Brasil de 1970? A diferença é que, no México, o Brasil se tornou a linha divisória entre o passado e o futuro, a fronteira entre o jogo de técnica e cadência para a era da alta velocidade e do pressing.
Esta França se impõe pela força e pela velocidade apesar das altas temperaturas nos Estados Unidos. Não é a revolução da marcação por pressão, não é a transformação do jogo. Só que é surpreendente ter tamanha capacidade física em temperaturas tão altas. A mais de 33 graus, em Nova Jersey, com sensação térmica acima de 35, com Mbappé, Olise e Dembélé correndo da forma como correram. Ainda que análises indiquem que contra a Suécia o time foi mais cadência do que potência, por causa do calor e por ter solucionado a partida rapidamente.
O talento de Ddier Deschamps
Ainda que se possa ponderar que os suecos foram presa fácil demais para um time de tamanho talento como o dirigido por Didier Deschamps há catorze anos.
A França se tornou o maior polo de conhecimento em seleções do mundo, desde que criou o Centro Nacional de Futebol, em Clairefontaine, 1988. São 38 anos de trabalho contínuo, não de resultados tão expressivos sempre, fracassos em 2002 e 2010, eliminações em fases de grupos. Mas a construção de uma geração de jogadores que reúnem potência e velocidade, como o Brasil da década de 1990 tinha com Cafu, Roberto Carlos, Ronaldo, Rivaldo e Roberto Carlos.
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Se a França vai vencer a Copa, as próximas três semanas dirão. Que é um trabalho a ser copiado e adaptado, não há dúvida. Esta Copa venceu a guerra e agora vence o calor graças à preparação de jogadores especialmente treinados para jogar nas condições climáticas do verão da América o Norte.





