Marcelo Paz foi apresentado oficialmente ao comando do futebol do Corinthians nesta sexta-feira, mas sua missão está longe de começar agora. Desde o fim do ano passado, quando passou a atuar nos bastidores do clube, já ficou claro qual é o principal desafio do novo diretor executivo: blindar o elenco e a comissão técnica do ambiente político tóxico que há anos corrói o Corinthians por dentro.

Siga The Football

Não se trata de discurso protocolar. É fato! O pedido por proteção partiu dos próprios jogadores, um sinal claro de que as turbulências fora de campo pesaram — e muito — no dia a dia do grupo na temporada passada. Ainda assim, contra quase toda lógica, o Corinthians conquistou dois títulos em meio ao caos. Um feito que dá a jogadores e comissão técnica não apenas moral, mas cacife para exigir paz no ambiente de trabalho, seja em Itaquera, nas concentrações ou nos jogos.

Marcelo Paz é apresentado pelo presidente Osmar Stábile como novo homem forte do futebol do Corinthians / Corinthians

O recado é direto: não dá mais para conviver com disputas de poder, vazamentos, pressões internas e sabotagens veladas. O caso de Fabinho Soldado é emblemático. O então diretor de futebol sofreu desgaste contínuo, alimentado por diretores de carteirinha que almejavam seu cargo e seu salário. O presidente Osmar Stabile não resistiu às pressões e abriu caminho para a saída de Soldado rumo ao Internacional, num movimento que escancarou a fragilidade da governança corintiana.

Paz é o cara

Ainda assim, é justo reconhecer: ao entregar o posto a Marcelo Paz, Stabile mostrou algum pulso. Optou por um profissional de mercado, com histórico sólido no Fortaleza, e não por mais um aventureiro interessado apenas em se servir do clube em benefício próprio.

No Fortaleza, Paz construiu um trabalho marcado por organização, estabilidade interna e clareza de comando — exatamente os elementos que faltam ao Corinthians há anos. Em Itaquera, porém, o desafio é maior. Não basta contratar bem agora que o transfer ban da Fifa foi derrubado. Não basta pagar salários em dia ou reorganizar o departamento financeiro. Tudo isso é necessário, mas não resolve o problema central.

SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Linkedin
TikTok
Facebook

Blindar o futebol precisa ser prioridade absoluta. Proteger o vestiário não é concessão ao elenco, é defesa do principal ativo do clube. Se Marcelo Paz conseguir impor essa barreira, o Corinthians volta a competir de verdade. Se não, será apenas mais um profissional engolido por um ambiente político que insiste em sabotar o próprio futebol.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui