Abel Ferreira voltou a ser expulso em uma partida decisiva do Palmeiras. O técnico recebeu cartão vermelho aos 20 minutos do segundo tempo do confronto com a LDU, nesta quarta-feira, em Quito, pelas quartas de final da Libertadores, depois de reclamar de um empurrão sofrido por Andreas Pereira. O episódio amplia um histórico que acompanha o português desde sua chegada ao clube, em outubro de 2020. O árbitro Wilmar Roldán não teve dúvidas ao aplicar o cartão. Ele ficou no vestiário no momento que o time mais precisou dele. O time permitiu a virada, igualou no placar agregado e confirmou a sua classificação nos pênaltis, com duas defesas de Carlos Miguel.

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Antes do jogo contra a LDU, Abel já havia recebido 14 cartões vermelhos no comando do Palmeiras. O treinador também havia atingido a marca de 100 cartões pela equipe em maio deste ano, sendo 86 amarelos e 14 vermelhos. Com a expulsão desta quarta-feira, chega a 15. Com a confirmação da classificação do time para a semifinal diante do Fluminense, Abel desfalca o Palmeiras na primeira partida.

Abel Ferreira é expulso em jogo dramática do Palmeiras contra a LDU em Quito: 3 a 2 e decisão nos pênaltis / Palmeiras

A reclamação contra a LDU aconteceu em um momento de tensão do confronto. Abel se revoltou com um lance envolvendo Andreas e acabou punido pela arbitragem imediatamente. O treinador, que costuma participar ativamente dos jogos e se comunicar com jogadores e arbitragem, precisou deixar a área técnica no segundo tempo de um duelo que vale vaga na semifinal da principal competição sul-americana. Abel nem viu o gol de Vitor Roque.

Histórico de 15 expulsões

O histórico de Abel mostra que o problema não é recente. Em março deste ano, ele foi expulso pela terceira vez na temporada, depois de receber o vermelho no clássico com o São Paulo. Na ocasião, o treinador deixou o Morumbis exaltado e ainda teve sua conduta relatada pelo árbitro na súmula. Era a 14ª expulsão desde sua chegada ao Palmeiras. O técnico já prometeu se comportar, mas não consegue. Já foi cobrado pela presidente Leila Pereira, mas não mudou. Ele chegou a dizer que é assim mesmo e tem muita vontade de ganhar. Ocorre que o seu comportamento atrapalha o Palmeiras.

A sequência de expulsões trouxe consequências esportivas em 2026. Abel recebeu punições do STJD por episódios envolvendo as partidas contra Fluminense e São Paulo e chegou a ficar suspenso por sete jogos no Campeonato Brasileiro. O clube precisou ser comandado por integrantes de sua comissão técnica durante parte da competição.

Abel não muda

O Palmeiras, portanto, convive novamente com uma situação que já se tornou conhecida desde a chegada do treinador português. O torcedor não aprova o seu comportamento. Abel é um técnico que “joga o jogo” com o time, reclama das decisões da arbitragem e quase sempre ultrapassa o limite permitido para permanecer na área técnica.

A questão ganha peso maior quando acontece em um jogo de Libertadores. Em um confronto eliminatório, a presença do treinador no banco não representa apenas orientação técnica: Abel acompanha ajustes táticos, conversa com os jogadores e participa das mudanças durante o jogo na parada para os atletas beber água. Ao ser expulso, ele passa o comando para os seus auxiliares, como já aconteceu em outras oportunidades. Mas atrapalha.

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A expulsão contra a LDU acrescenta mais um capítulo a uma relação de quase seis anos marcada por títulos, longevidade e episódios disciplinares. Abel construiu uma trajetória vitoriosa no Palmeiras, mas seu comportamento à beira do campo continua produzindo um efeito colateral recorrente e que nada tem a ver com a sociedade brasileira, como disse o seu auxiliar recentemente. Abel volta a ser problema de Leila.

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