O Grupo A terminou com a festa esperada do México, dono da casa, mas também com uma história que parecia improvável no começo da Copa: a classificação da África do Sul para o mata-mata. O Bafana Bafana, que nunca havia passado da fase de grupos em Mundiais, arrancou a vaga ao vencer a Coreia do Sul por 1 a 0, em Monterrey, com gol de Thapelo Maseko, aos 18 minutos do segundo tempo.
Foi uma vitória de sobrevivência, mas também de afirmação. Depois de estrear com derrota por 2 a 0 para o México e arrancar um empate por 1 a 1 contra a Tchéquia, a seleção sul-africana chegou à rodada final precisando vencer e torcer para que o outro jogo não abrisse espaço para uma combinação cruel. Fez a sua parte. E, com quatro pontos, ficou em segundo lugar da chave, atrás apenas dos mexicanos.

A classificação também coloca a África do Sul em uma lista curta e importante do futebol africano em Copas. Antes dela, apenas Marrocos, Camarões, Nigéria, Senegal, Gana e Argélia haviam conseguido ultrapassar a fase de grupos. Agora, o Bafana Bafana se junta a esse grupo e transforma uma campanha que começou sob desconfiança em um marco nacional.
México impecável
Na ponta da tabela, o México fez exatamente o que se esperava de um anfitrião em grupo acessível: venceu todos os jogos, não tropeçou na pressão e fechou a primeira fase com 100% de aproveitamento. Bateu a África do Sul na abertura, superou a Coreia do Sul em um jogo tenso e confirmou a liderança contra a Tchéquia. Mais do que os nove pontos, o time de Javier Aguirre sai da chave com ambiente favorável, apoio popular e a sensação de que chega ao mata-mata com lastro competitivo.
Além disso, a seleção mexicana é a sexta participante na história das Copas que completa 100% de aproveitamento na fase de grupos com a defesa sem sofrer gols. Outro ponto importante, o país é o primeiro representante fora da Conmebol e Uefa a vencer os três primeiros jogos.

Entretanto, o capítulo emocional ficou por conta de Guillermo Ochoa. Aos 40 anos, o goleiro vive a sua sexta Copa do Mundo. Esteve nos elencos de 2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026, mas é importante separar presença em convocação de participação em campo. Em 2006 e 2010, foi reserva e não jogou. A partir de 2014, virou personagem de Copa. Em 2026, ganhou minutos contra a Tchéquia e ampliou a própria lenda como um dos rostos mais simbólicos da seleção mexicana neste século.
Sul-coreanos secam rivais
Para a Coreia do Sul, a derrota teve gosto de desperdício. A equipe chegou à última rodada dependendo apenas de si para avançar como segunda colocada, mas acabou ultrapassada pela África do Sul e terminou em terceiro, com três pontos, uma vitória e duas derrotas, saldo de gols um negativo. Ainda não é uma sentença definitiva, porque o novo formato da Copa leva também os oito melhores terceiros colocados ao mata-mata. Mas a campanha deixa os sul-coreanos sem controle sobre o próprio destino.
A Tchéquia, por sua vez, se despede sem conseguir transformar organização em resultado. Somou apenas um ponto, ficou na última posição e não tem mais chances de classificação. Foi o fim melancólico de uma equipe que chegou à rodada final ainda tentando sobreviver, mas que não encontrou força suficiente para derrubar o México no Azteca.
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No fim, o Grupo A entregou uma tabela com duas certezas e uma espera: México líder e embalado; África do Sul histórica e classificada; Coreia do Sul presa à matemática dos terceiros colocados. Para os sul-africanos, porém, a conta já está fechada. Pela primeira vez, haverá Bafana Bafana no mata-mata de uma Copa.





