Esqueça o Carlo Ancelotti que foi técnico do Real Madrid e ganhou tudo na Europa. O treinador é outro na seleção brasileira. Ele entendeu o que é comandar um time nacional em detrimento de um clube, de estar à frente de uma seleção em uma Copa do Mundo de tiro curto, com três jogos na primeira fase e cinco eliminatórias, e de um clube em uma temporada de 38 rodadas.
Ancelotti sempre teve fama de ser um camaleão do futebol. Por isso, ele não vai “morrer abraçado” com os seus titulares na Copa dos Estados Unidos, México e Canadá, e a sua primeira também — em 1994, ele era auxiliar da Itália de Arrigo Sacchi. Ancelotti vai mexer na equipe, se for preciso, em todas as partidas. Ele montou uma escalação contra o Panamá e fará outra no amistoso deste sábado, às 19h, diante do Egito, em Cleveland, o último teste antes da estreia contra Marrocos, dia 13.

Ele conformou ao menos três mudanças no Brasil neste sábado: entram Igor Thiago, Lucas Paquetá e Douglas Santos. Saem Luiz Henrique, Matheus Pereira e Alex Sandro. Existe a possibilidade de Gabriel Magalhães dar lugar para Léo Pereira. O zagueiro do Arsenal pediu um tempo maior para se recuperar do cansaço da temporada na Europa. Mas Ancelotti deixou claro que até a primeira partida do Brasil, ele vai avaliar todos os 26 jogadores que tem no elenco. Até Neymar, machucado, está na mira do treinador. “Há muitas coisas para observar”, disse.
Brasil vai jogar no 4-4-2
O treinador, no entanto, bateu o pé para afirmar que a seleção brasileira vai jogar no sistema 4-4-2, com quatro jogadores na defesa, incluindo os laterais, quatro no meio de campo e dois atacantes. Isso, claro, olhando para o Brasil quando o time não estiver com a bola. O esquema de jogo é sempre “mostrado” na defesa. Vini Júnior e Raphinha são os atacantes escolhidos pelo italiano.
Ele fez questão de afirmar que a seleção vai ser uma mistura da genética brasileira (do talento) com a bola nos pés e da tática e o trabalho da escola italiana. “A genética é brasileira, mas a forma de trabalhar é italiana”, disse o técnico. “O time titular pode mudar no segundo e no terceiro jogo. Temos 26 bons jogadores. Estou convencido disso. E quero treinador e aproveitar essa lista.”
Aspecto mental quando tudo der errado
O Brasil também trabalha o seu aspecto mental para não fracassar na competição. Ancelotti disse que isso não é tático, mas é importante da mesma forma. E lembrou do gol da Croácia contra a seleção na Copa de 2022. “É preciso pensar imediatamente o que fazer quando os erros acontecem. É preciso saber o que fazer o mais rapidamente possível”, disse. Depois do gol da Croácia na Copa passada, a decisão nas quartas de final daquele Mundial foi para os pênaltis e o Brasil se deu mal.
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Sobre o amistoso em Cleveland, contra o Egito, neste sábado, Ancelotti fará novos testes para testar os jogadores em determinadas funções. Esse tempo ele não teve durante as Eliminatórias. Para o treinador, esse trabalho de observação é muito comum e natural em amistosos. Também fez questão de dizer que olha para os adversários, mas não serão eles a mudar as características da seleção na Copa.





