Nova York – A Argentina foi um time com alma contra uma Inglaterra que sentou em cima do resultado parcial de 1 a 0 e viu o seu sonho desmoronar nos minutos finais da partida em Atlanta. Viu também que não se pode duvidar de Lionel Messi. Com 39 anos e atuando por uma liga em que ele consegue fazer compras no mercado antes das partidas, o camisa 10 argentino provou que futebol e gana nada tem a ver com a idade e com a camisa que se veste. Ele atua no Inter Miami da MLS, a liga norte-americana.

Tudo sobre a Copa de 2026

Quando Messi assombrou o mundo no Barcelona, esperava-se que ele fizesse o mesmo pela seleção. Mas isso nunca aconteceu, de fato. Está acontecendo agora.

Messi se ajoelha no palco onde ele reina absoluto, o campo, para agradecer e vibrar pela classificação para a final / AFA

Por pouco, a sua geração não assumiu a condição de fracassada. Ele chegou a desistir, abatido que estava com os resultados negativos do time nacional e a cobrança gigantesca nas costas. Felizmente, para o bem do seu país e também do futebol, Messi mudou de ideia.

Messi aumenta suas histórias

Pelé passou por isso na Copa do Mundo de 1966, quando apanhou dos rivais e foi caçado em campo com a conivência dos árbitros. Aquela Copa foi disputada na Inglaterra e vencida pelo anfitrião. Felizmente também para o Brasil, Pelé mudou de ideia e lá estava ele em 1970.

É preciso se curvar diante de Lionel Messi, gostem ou não dele e da Argentina. Ele vai disputar mais uma única partida de Copa do Mundo antes de dar o seu adeus definitivamente. Vai ser uma comoção mundial. O futebol não quer ver Messi parar. Suas histórias vão virar lendas, como o que fez para superar uma Inglaterra que estava com um pé na final do Mundial de 2026 e o deixou livre pela direita, quase fora do jogo e do raio de ação capaz de oferecer algum perigo ao gol de Pickford.

Pelo menos foi assim que os ingleses entenderam um Messi largado na direita. Estavam todos errados. No cantinho direito do campo, Messi se achou.

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Foi de lá que ele começou as jogadas, quase que idênticas no seu nascedouro, mas diferentes na execução, para levar a Argentina a mais uma final de Copa, desta vez contra a Espanha. Messi pode ser bicampeão do mundo e se tornar maior do que Maradona, que ganhou o Mundial de 1986. Talvez os argentinos não pensem dessa forma, mas é inegável que haja a dúvida.

A Argentina jogou com alma diante dos ingleses. Messi deu orgulho mais uma vez ao seu torcedor e ao futebol sul-americano, mesmo tendo crescido na Espanha, nas fileiras mirins de La Masia, onde crescem os craques do Barcelona. A Copa do Mundo já é de Messi, independentemente de ele e a Argentina serem campeões de novo.

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