O Cruzeiro demorou nove rodadas para conseguir o seu primeiro triunfo no Brasileirão. O time venceu o Vitória por 3 a 0 na quarta-feira, no Mineirão, e deixou a lanterna da competição, para alegria do seu presidente, Pedrinho Lourenço, que chorou literalmente junto com a torcida ao ver a equipe no fundo do poço. O pai dessa proeza atende pelo nome de Artur Jorge. O treinador português estreou depois dos fracassos seguidos de Tite. Ele se valeu da data-Fifa para ajeitar a casa. Exigiu mais motivação e empenho. Obteve uma partida avassaladora. “Queria extrair o melhor de cada um deles, acho que ainda temos mais para tirar. Sabemos que o caminho de trabalho é longo”, admitiu.
A equipe mineira atuou com mais intensidade, especialmente no meio de campo. O comandante utilizou Gerson e Matheus Pereira lado a lado para aumentar a criatividade e a circulação da bola. A grande mudança na escalação ficou por conta da ausência dos laterais convocados (Kaiki e Kauã Prates). Contudo, Artur Jorge conseguiu uma alteração inusitada: colocou o lateral-direito Kauã Moraes na ala esquerda. “Durante a semana, treinamos uma ou duas alternativas para fazer esse papel. Moraes cumpriu bem o seu papel, defendeu bem e deu tudo o que podia em cada momento”.

Entretanto, o treinador admitiu que a situação do Cruzeiro no Brasileirão não é favorável. Mesmo com o bom resultado, o time permanece na zona de rebaixamento: sete pontos com uma vitória, quatro empates e quatro derrotas. “Temos de manter os pés no chão. Satisfeitos, mas serenos”, frisou.
Volta da confiança
Um dos aspectos ressaltados pelo elenco nas entrevistas foi a volta da confiança. Na data-Fifa, Artur Jorge priorizou mais do que ajustes ou esquemas técnicos. Ele chegou a Belo Horizonte há uma semana para substituir Tite. Ele passou confiança aos bons jogadores do elenco e jogou a real. “Não vamos jogar da mesma forma”.

Artur Jorge ressaltou que a equipe ainda está ansiosa para vencer seus jogos e deixar a parte inferior da tabela, mas ciente de que pode corresponder à expectativa da torcida. O elenco precisa demonstrar coragem e vontade de vencer, ressaltou. Ele quer mudar a mentalidade do Cruzeiro. Sonha com um time equilibrado e resistente. O seu primeiro teste foi bastante positivo.
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O Vitória pode até não ser uma das equipes mais fortes do Brasileirão. Mas o time de Minas não conseguia impor o seu jogo diante de qualquer adversário. Sofria em sua própria casa, e levava a torcida junto nesse sofrimento. O técnico espera utilizar o Mineirão como uma espécie de talismã da força cruzeirense. “Nós já temos muitos inimigos na competição. Temos de fazer uma fortaleza no nosso estádio e blindar o Mineirão para que cada jogo aqui seja extremamente difícil para os rivais. Isso vai nos fazer atingir objetivos maiores”.




