O São Paulo aproveitou o último dia da janela de transferências para oxigenar um ataque que, embora técnico, carecia de nomes com foco e profundidade pelas beiradas. A contratação de Artur, ex-Botafogo, é uma oportunidade de mercado, mas também uma peça de encaixe tático para Roger Machado, que perder Lucas Moura lesionado por cerca de dois meses.
O jogador de 28 anos chega por empréstimo até o fim do ano, e o Tricolor fica responsável por pagar os salários durante o período do vínculo. Depois do período ou se o Botafogo receber uma proposta de outro clube, o time paulista possui opção de compra fixada em 6 milhões de euros (R$ 36,4 milhões, na cotação atual) por 60% dos direitos econômicos do jogador.

No Rio, o atacante viveu altos e baixos, mas depois perdeu protagonismo e espaço. Agora, Artur chega ao Morumbi com a missão de recuperar o futebol, a confiança e o prestígio. Ele é rápido, mas jogador de uma nota só. Um dos seus problemas é não se identificar com nenhum clube.
Onde encaixa no Tricolor
A utilidade de Artur para o técnico Roger Machado reside na polivalência. Diferentemente de um ponta de linha de fundo, como é o caso de Ferreirinha, Artur é um “ponta construtor”. Em um elenco que sofreu recentemente com a falta de opções criativas – e que piorou com a lesão de Lucas Moura – a chegada de um jogador que combina drible curto, visão de jogo e precisão nos passes pode ser o antídoto.
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No esquema de Roger, que busca privilegiar a posse de bola com transições rápidas, o atacante, em tese, atuaria como o ponta-direita que flutua da beirada para o centro. Por ser canhoto, essa movimentação liberaria o corredor para as subidas do lateral e permitiria que Artur utilizasse a perna esquerda para finalizações de média distância ou passes de ruptura. Além disso, a capacidade de recomposição defensiva agrada à comissão técnica.
Números no Botafogo
Contratado no começo de 2025 junto ao Zenit por 10 milhões de euros (cerca de R$ 62 milhões) para suprir a saída de Luiz Henrique, negociado para o próprio clube russo, Artur não deslanchou. Sua passagem pelo Botafogo teve 60 partidas, com dez gols e cinco assistências.





