A dois dias da abertura da Copa do Mundo, a crise diplomática nos bastidores do torneio da Fifa aumentou. A Federação de Futebol do Irã acusou publicamente os Estados Unidos de revogarem as cotas de ingressos destinada aos torcedores do país. A medida, tomada de forma inesperada pelas autoridades americanas, impede que os iranianos acompanhem a seleção na competição mundial. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, ainda não se manifestou sobre o problema, mas não parece que ela vai comprar essa briga com o governo de Donald Trump.
A polêmica de última hora escancara o reflexo direto das tensões militares e políticas que envolvem as duas nações no Oriente Médio. A escalada do conflito na região, impulsionada por bombardeios recentes envolvendo forças americanas, invadiu a esfera esportiva da Copa do Mundo 2026, como se esperava. Até o momento, a Fifa e as autoridades do governo dos Estados Unidos não emitiram nenhuma nota ou posicionamento oficial para justificar a revogação em massa.

Bloqueio e dificuldades extras
Os impactos da crise diplomática não ficaram restritos apenas às arquibancadas do Mundial. Nos dias anteriores ao cancelamento dos ingressos, a federação iraniana já vinha enfrentando sérias dificuldades para obter os vistos necessários de sua comissão técnica. Cerca de 15 funcionários administrativos da delegação de futebol – incluindo o próprio presidente da federação Mehdi Taj – tiveram suas autorizações de entrada no país formalmente negadas.
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A própria logística de preparação dos atletas precisou ser reformulada. O plano inicial da seleção do Irã era fixar sua base oficial de treinamentos na cidade de Tucson, no Arizona. Mas por causa das barreiras impostas e da proibição de permanência contínua, migrou para Tijuana, no México. Os 26 jogadores inscritos possuem apenas um visto temporário que permite cruzar a fronteira para treinar e jogar, sendo obrigados a deixar o solo americano logo após o término de cada partida e atividade.
Quando estourou o conflito armado entre os países, a Fifa se posicionou no meio da batalha e trabalhou diplomaticamente para que a Copa do Mundo não perdesse nenhuma das seleções classificadas. Com o tempo, Infantino garantiu que o Irã jogaria a competição de 48 países. O Irã está no Grupo G, ao lado de Bélgica, Nova Zelândia e Egito. A estreia do time está agendada para o dia 15, contra os neozelandeses, em Los Angeles.





