Os jogadores da França e o técnico Didier Deschamps comemoraram – e bastante – a vitória por 2 a 1 contra a seleção brasileira no amistoso no Gillette Stadium, em Foxborough, nos arredores de Boston. “Depois desta vitória, é claro que não nos tornamos nem mais nem menos favoritos para a Copa do Mundo, mas provamos que podemos causar dano a uma grande equipe como o Brasil”, disse Deschamps, em seus últimos meses à frente da seleção francesa.

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O técnico da França destacou a postura de seus jogadores e o bom nível que apresentaram, tanto para atacar quanto para fechar espaços na defesa. “Nosso primeiro tempo contra o Brasil foi interessante, eu diria muito bom”, comentou. Deschamps deixará o cargo após o Mundial, depois de 14 anos no comando da equipe nacional. Sob o seu comando, a França ganhou a Copa de 2018 e foi vice em 2022.

Mbappé retornou de lesão no joelho e marcou um dos gols da França contra o Brasil, em Boston / Seleção Francesa

Para o treinador francês, um lado ruim depois do cartão vermelho que deixou a time com um jogador a menos, a partir dos 10 minutos do 2º tempo, foi ter obrigado a equipe a modificar sua postura. Em vez de pressionar a seleção brasileira e atacar, como ocorreu nos primeiros 45 minutos, após a expulsão de Upamecano, a França teve de assumir uma postura mais cautelosa, manter a atenção redobrada – e saber sofrer.

França muda com 10

Isso cobrou um preço: para manter o seu time equilibrado, Deschamps teve de desistir de algumas substituições que pretendia fazer. Assim, não pôde testar alguns jogadores como planejado. Apesar disso, o treinador ficou feliz com a vitória e com a postura firme e a aplicação de seus jogadores contra o Brasil.

Depois que ficamos com um jogador a menos, o jogo mudou e tivemos de nos posicionar para jogar no contra-ataque.
DIDIER DEsCHAMPS

O treinador também reconheceu o trabalho do seu colega Carlo Ancelotti. “A seleção brasileira foi uma equipe habilidosa, que tentou nos colocar em dificuldades nas transições, mas soubemos resistir e o nosso saldo foi positivo”, disse Deschamps. Contudo, apesar da sua satisfação pela vitória contra o Brasil, ele evitou entrar no oba-oba às vésperas de uma Copa do Mundo.

A volta de Mbappé

Outro motivo de satisfação – e de alívio – para os franceses foi o retorno de Kylian Mbappé, que ficou semanas em tratamento para curar dores no joelho. Segundo Deschamps, já estava previsto que ele não jogaria os 90 minutos. Neste seu regresso à seleção francesa, mesmo um pouco fora de ritmo, fez um golaço encobrindo Ederson e foi eleito como o melhor em campo.

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Jogando centralizado, com o trio Dembélé, Olise e Ekitiké atrás dele, o atacante também elogiou a seleção brasileira. “O Brasil é sempre um grande rival: jogar e vencer um adversário desse é um sonho e serve para medir o nosso nível”, disse.

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