O São Paulo suou a camisa em 2025 para reduzir suas despesas e dívidas. Deu certo apesar de toda a confusão que o clube viveu no ano passado. As manobras colocadas em prática para gastar menos e economizar na temporada deram resultado. Poderia ter sido um fracasso, mas não foi. O fechamento do balanço fiscal do ano passado comprova isso na ponta do lápis. Mas os gastos acumulados aumentaram. O clube se esforçou para arrecadar mais e teve uma receita recorde de R$ 1,08 bilhão. Em 2024, o clube arrecadou R$ 731 milhões. A diferença é de R$ 354 milhões.

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O problema é que o dinheiro “desapareceu”. Além de arrecadar mais, o São Paulo tinha de gastar menos. Quase tudo o que entrou por uma conta saiu pela outra. O superávit foi de R$ 56,8 milhões. Para um clube que vivia no vermelho, a notícia é ótima. No entanto, o esforço financeiro se deu em meio à queda de toda a diretoria, do presidente Julio Casares ao diretor de futebol Carlos Belmonte. Apenas Rui Costa sobreviveu. Há muitos problemas de gestão e possíveis faltas no caixa que ainda não foram explicadas.

Carlos Belmonte e Julio Casares foram duramente criticados pela torcida do São Paulo no Morumbis / SPFC

O clube melhorou suas finanças, embora ainda não se perceba isso no caixa. A dívida registrada no fim de dezembro de 2025 foi de R$ 858,2 milhões. Era de R$ 968,2 milhões. Portanto, R$ 110 milhões a menos se comparada com a temporada de 2024. Ocorre que o São Paulo vendeu cinco jogadores da base, desfazendo-se de atletas para o time principal que poderiam ser negociados por valores mais altos no futuro.

Superávit de R$ 56,8 milhões

O clube arrecadou R$ 283 milhões com os repasses de jogadores no ano. Ou seja, se não fosse isso, teria arrecadado R$ 71 milhões a mais do que em 2024. Isso ajudou no superávit de R$ 56,8 milhões. O clube precisa continuar nessa pegada. Vai demorar para melhorar, mas é o único caminho: arrecadar mais e gastar menos.

Despesas aumentaram

O que o São Paulo fez foi se desfazer de parte do seu patrimônio, como muitos clubes fazem. Mas foi criticado porque houve um entendimento no Morumbi de que os garotos vendidos poderiam render mais ao clube. Pelo menos o dobro. O clube continua no buraco financeiro, mas com um caminho agora para sair dele. O problema foi ter gastado mais em 2025 do que em 2024. Nesse ponto, foi reprovado: R$ 908 milhões contra R$ 943 milhões. 

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Agora, há um “teatrinho” no Morumbi para apurar onde foram parar os R$ 7 milhões que aparecem no balanço de despesas como a seguinte denominação: “fundo promocional da presidência”, mas sem a comprovação da finalidade. Há ainda valores não declarados de gastos de R$ 11 milhões que fazem parte de uma investigação da Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo. Esse dinheiro ainda precisa aparecer ou ser explicado.

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