A seleção brasileira estreia na Copa do Mundo de 2026 neste sábado, 13 de junho, contra Marrocos, e uma das aflições de torcedores e boa parte da imprensa é o fato de Carlo Ancelotti não ter um time titular definido para a competição. Nem a forma de jogar clara. Ele admite um 4-4-2. Nos amistosos recentes, o treinador italiano testou opções táticas e vários jogadores e, pelo que deixou transparecer em suas declarações, ainda não está totalmente convencido do melhor a fazer na primeira partida.

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Porém, essa é uma preocupação relativa. Ancelotti não nasceu ontem nem anteontem, e pelo menos para a estreia, ele dá sinais de que vai optar pela segurança. Isso se pode perceber pela equipe que mandará a campo contra os africanos, de acordo com quem está acompanhando a seleção de perto lá nos Estados Unidos. Considerando-se que Danilo e Alex Sandro serão os laterais, como se tem informado, o Brasil terá no sábado oito jogadores que iniciaram a partida contra a Sérvia em 2022, com vitória por 2 a 0 na ocasião.

Homem de confiança de Ancelotti, Casemiro também estava na estreia brasileira na Copa do Mundo do Catar / CBF

Contra os sérvios, o então técnico Tite escalou a seleção brasileira com Alisson; Danilo, Marquinhos, Thiago Silva e Alex Sandro; Casemiro e Lucas Paquetá; Raphinha, Neymar, Richarlison e Vinícius Júnior.

Mudanças pontuais

Portanto, daquele time só não estarão em campo contra Marrocos neste sábado o zagueiro Thiago Silva e os atacantes Neymar e Richarlison. As novidades seriam Gabriel Magalhães, Bruno Guimarães (que esteve no grupo que foi ao Catar e chegou a jogar) e Matheus Cunha. Richarlison, autor dos dois gols daquele triunfo contra a Sérvia, um deles com um belo voleio, não está no elenco desta vez. Neymar está e só não jogará contra Marrocos por causa de sua lesão na panturrilha. Tivesse ele condições de atuar, não seria de espantar se entrasse no lugar de Matheus Cunha. Ou seja, a seleção repetiria nove jogadores da estreia na Copa do Catar.

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Carlo Ancelotti tem muitas ideias conservadoras. Mas, nesse caso, e se escalar mesmo a seleção com quase todo mundo de 2022, o fará mais por segurança e prudência. Ancelotti sabe que, oba-oba à parte, o jogo de estreia é, pela composição do Grupo C, o mais importante dessa primeira fase. E o resultado poderá ser decisivo para determinar o primeiro colocado da chave.

Tradição que deve se repetir

A seleção brasileira que começa uma Copa do Mundo nunca é a que termina. Mudanças no time são feitas durante a competição, em maior ou menor escala. Dessa vez não deve ser diferente. Contusões à parte, os laterais Ibañez e Douglas Santos são candidatos fortes a ganhar um lugar no time no decorrer das partidas. Sem contar que, pelo jeito, alguém terá de sair para dar lugar a Neymar. E, como já escrevi antes, não me espantaria se Weverton assumisse o gol.

Há 28 anos…

Brasil e Marrocos já se enfrentaram uma vez em Copa. Foi em 1998, na França. A seleção brasileira venceu por 3 a 0, com gols de Ronaldo, Bebeto e Rivaldo. O Brasil, que viria a ser vice-campeão, era mais forte do que é atualmente. Marrocos, que não passou da primeira fase naquele Mundial, era mais fraco.

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