O Brasil teve todas as chances do mundo para marcar contra a Noruega. Mas falhou em todas elas, inclusive com um pênalti desperdiçado no começo do primeiro tempo, com Bruno Guimarães. A lista dos que perderam gols é grande e inclui jogadores que normalmente não erram diante, como Endrick e Vini Júnior. A estratégia do Brasil se mostrou na contramão da história da seleção em Copas, quando a bola era brasileira e jamais foi norueguesa. Mas, dessa vez, o Brasil entregou a bola para os vikings na esperança de atacar nos contra-ataques. Deu certo algumas vezes, mas, para que isso funcionasse, de fato, era preciso ter um ataque mortal. E o Brasil nunca teve isso neste ciclo da Copa.

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Para piorar, do outro lado havia Haaland. A combinação do que não deu certo para o Brasil com o faro de gol e toda a qualidade de um único jogador dentro da área do adversário desenhou o caminho de volta da seleção de Ancelotti para casa nas oitavas de final. A última vez que isso havia acontecido com o Brasil foi em 1990, na Era Dunga, quando a Argentina fez o mesmo com Maradona e Caniggia. A Noruega fez o que o Brasil não conseguiu: dois gols, ficar com a bola e festejar a classificação para as quartas de final, num feito pra lá de importante para o país.

Brasil Neymar e Éderson
Enquanto noruegueses comemoram o primeiro gol de Halland, Neymar e Éderson retratam a apatia do Brasil / Reprodução

Brasil é um fiasco

A derrota por 2 a 1 para a Noruega manteve a sina de a seleção se enroscar diante de um rival europeu em Copas do Mundo. O Brasil teve a chance de ganhar o jogo, de abrir o marcador e de deixar o MetLife em direção às quartas de final. Mas nunca mereceu isso durante toda a competição. Neymar foi um erro. O lado direito do time também. E, quando a equipe precisou dos seus melhores jogadores e do chamado “algo mais”, ninguém apareceu para mudar essa história.

O Brasil fracassou novamente em uma Copa do Mundo porque não se preparou adequadamente. A CBF brincou de gerir um ciclo de Copa mais interessada em seus mandos e desmandos do que na tradição da camisa brasileira. Carlo Ancelotti, o melhor de todos, se ajoelhou diante da entidade e da preferência de alguns jogadores. Ele convocou uma seleção sem meias. O único que havia no elenco se machucou. Foi Paquetá. Sem ele, machucado, não havia ninguém para armar o time. No banco, quando o jogo já estava perdido, certamente o treinador, que ficará até a Copa de 2030, entendeu o erro que cometeu.

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Futuro nebuloso

O Brasil volta para casa mais uma vez sem nada. Pior. Há pouco do que se aproveitar dessa seleção para um novo ciclo. A derrota e o fracasso aumentam a conta de anos sem título. O penta de 2002 parece um feito cada vez mais distante. A Noruega fez o seu jogo e o Brasil permitiu numa boa. Entregou a bola e a vitória ao adversário, como fez nas últimas edições dos Mundiais. Talvez tenha perdido para o adversário mais fraco de todos que derrubaram o time nas últimas Copas. Haaland é o novo carrasco da seleção.

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