O técnico da seleção de Gana, o português Carlos Queiroz, tinha um plano para seu time sobreviver aos ataques da Inglaterra: montar um esquema ultra defensivo e convencer os seus jogadores a acreditarem na estratégia e lutarem por cada bola. Considerado uma raposa quando se trata de montar equipes de futebol competitivas, o que interessava a Queiroz era somar um ponto precioso diante da Inglaterra, treinada pelo alemão Thomas Tuchel. E ele conseguiu: as duas equipes empataram sem gols.
Este empate pode ser fundamental para Gana encaminhar a classificação para a próxima fase da Copa, seja entre os dois primeiros do grupo, ou, em último caso, entre os oito melhores terceiros colocados. Claro que não é uma estratégia de jogo bonita de se ver, mas o objetivo foi alcançado.

E os ganenses saíram comemorando o sucesso do plano colocado em prática pelo seu treinador, em Foxborough, nos arredores de Boston. Atuando com duas linhas de defesa, era como se a seleção africana tivesse estacionado um ônibus na frente da sua meta. E não era bloco defensivo estático: conforme se sucediam as investidas dos atacantes da Inglaterra, os ganeses se movimentavam, antecipando o que seus adversários pretendiam fazer, de modo a fechar os espaços como podiam.
Kane é anulado
Desta vez, bem marcado por Partey, de Gana, o centroavante Harry Kane não pôde ser o herói providencial de tantas vezes. Na única chance real que ele teve, isolou a bola. Isso depois que seu companheiro, Nico O’Reilly, cabeceou no travessão, a quatro minutos do final do tempo regulamentar.
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“Nossos adversários defenderam bem e era difícil fazer passes pelo meio porque o time estava muito compacto”, disse o atacante. Agora o plano dos ingleses é simples: derrotar o Panamá, no papel o adversário de menor tradição mundialista, tentar confirmar o primeiro lugar do Grupo L e partir com o moral alto para os jogos decisivos.





