A grande atração deste domingo esportivo no futebol do Rio é o pega do primeiro capítulo da semifinal do Estadual entre Vasco e Fluminense. O Cariocão tem duelos de ida e volta nesta fase, diferentemente do que acontece em São Paulo, por exemplo. De um lado, o Vasco vive dias de terapia intensiva e conversas com o treinador Fernando Diniz. Do outro, há um Tricolor que parece ter encontrado a fórmula da estabilidade sob o comando de Luís Zubeldía, dispensado no ano passado do São Paulo. O jogo está marcado para as 18h deste domingo. No outro jogo, o Flamengo enfrenta o Madureira a partir das 20h30.

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O palco é o Nilton Santos e o contexto não poderia ser mais contrastante. A semana em São Januário foi digna de roteiro de drama. Quando a pressão sobre Diniz já era alta pela zona de rebaixamento no Brasileirão e partidas ruins no Estadual, veio o “meteoro” Philippe Coutinho pedindo rescisão e colocando um fim em sua carreira no clube. Ele deixou o ambiente atônito.

Luis Zubeldía está se destacando no comandar o Fluminense e faz um Cariocão 2026 bem equilibrado / Fluminense

Sem seu principal jogador, Diniz deve apostar em sua marca registrada: a improvisação. Puma Rodríguez pode aparecer na lateral-esquerda, mandando Lucas Piton para o banco de reservas, enquanto o colombiano Johan Rojas assume a herança pesada da camisa 10 cruzmaltina. É o “tudo ou nada” para um técnico que convive com o som das vaias dentro de sua própria casa. A rescisão de Coutinho deixou a todos fragilizados no vestiário.

Vasco só tem incertezas

Mas se o Vasco é um conjunto de incertezas, o Fluminense apresenta processo de trabalho e métodos. Com o melhor aproveitamento entre os times da Série A em 2026, o Flu chega leve para a decisão. Zubeldía poupou no último jogo alguns jogadores e agora aposta nos seus melhores jogadores: Samuel Xavier, Lucho Acosta e Serna retornam ao time titular contra o Vasco. Lucho Acosta tem feito boas partidas e alguns gols. Serna impõe correria pelas pontas, apesar da pouca técnica. O que falta ao Flu é um centroavante.

Diniz teve uma semana ruim, com a saída de Coutinho: treinador volta a ser cobrado no comando do Vasco / Vasco

A única baixa sentida — mas planejada — é a de Germán Cano. Embora recuperado, o artilheiro será preservado devido ao gramado sintético do “Tapetinho” do Nilton Santos, visando a integridade do joelho após a artroscopia. Seria fácil, portanto, apontar o Tricolor carioca como favorito. Mas todos sabem que não é assim em clássico, o que não tira do time de Zubeldía alguma vantagem neste momento.

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O Fluminense joga de forma fácil e tem um sistema defensivo bastante sólido. Para o Vasco, o jogo é puramente emocional. Antes de superar as dificuldades esportivas, o elenco de Dinis, e ele próprio, terá de se achar emocionalmente na partida. Se Vegetti não for alimentado por um Rojas inspirado, a noite pode ser longa para Diniz. O fator “Nilton Santos” (campo do Botafogo, portanto neutro, e com torcida dividida) nivela um pouco o cenário da batalha, mas a organização de Zubeldía hoje está muito à frente do desequilíbrio vascaíno em todos os sentidos.

IA com informações e edição do The Football

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