Neymar deveria esquecer a seleção brasileira e a Copa do Mundo de 2026. Ele deveria jogar por ele e sua história. Ele pode repetir Pelé e parar aos 34 anos, mas sem nunca ter chegado perto do que foi o Rei do Futebol em conquistas, gols e recordes. Neymar, por vestir a camisa do Santos, no entanto, sempre foi chamado de príncipe. É bem legal ver o carinho que as crianças ainda têm por ele. Isso é natural dele. Afinal, ninguém compra carisma na farmácia. Neymar é carismático. Deu para ver quando ele entrou em campo em Novo Horizonte.
Para um cara que jogou nos melhores estádios do mundo, deve ser diferente voltar às origens e se trocar no vestiário mais acanhado do estádio do Novorizontino, como ocorreu neste domingo nas quartas de final do Paulistão. Como o time da cidade do interior paulista fez melhor campanha no Estadual, ganhou o direito de mandar a partida das quartas. Quando aceitou retornar ao futebol brasileiro, Neymar sabia de tudo isso. E não fez questão de nada. O único senão foi condenar os gramados artificiais das arenas.

Nesta semana, na CazéTV, Neymar admitiu a possibilidade de estar em seu último contrato antes de se aposentar. Pelé também tinha 34 anos quando parou de jogar pelo Santos. Neymar acena com o mesmo caminho. E como Pelé, não está descartada a possibilidade de Neymar jogar nos Estados Unidos. É um sonho antigo da MLS, a liga de futebol norte-americana. As conversas sempre existiram, mas como havia e ainda há uma Copa do Mundo no meio do caminho, o jogador resolveu apostar em sua permanência na Vila para ficar mais perto do técnico Carlo Ancelotti.
Despedida no Brasileirão?
Quando perceber que não estará entre os 26 do treinador italiano, Neymar deverá colocar em marcha um plano para se despedir do futebol no Brasil. Ele deve usar o Brasileirão para correr o país em seu adeus. Se, de fato, decidir pelo fim de linha. O seu contrato com o Santos vai até dezembro de 2026. Ele não deve atuar em outro time no Brasil. O clube deve terminar o ano devendo mais de R$ 100 milhões ao jogador.
Caso ele não jogue a Copa do Mundo, o estafe do atleta e a CBF devem também organizar uma despedida oficial da seleção brasileira. Neymar nunca foi campeão do mundo, mas disputou três Mundiais, um deles no Brasil, em 2014, quando o time foi eliminado pela Alemanha. Ele tem história na seleção. Ganhou o primeiro ouro olímpico. Neymar não estava naquele jogo contra os alemães. Ele se machucou na partida anterior e abandonou a disputa na semifinal. O Brasil perdeu por 7 a 1. Talvez com ele em campo, o resultado poderia ser diferente. Jamais se saberá.
Jogar nos EUA
Neymar tem algumas opções. Uma delas é jogar por mais alguns anos em ligas menos exigentes. Os Estados Unidos seriam um ótimo caminho. Ele poderia aproveitar a amizade que tem com Messi e Suárez, ambos atletas do Inter Miami. Neymar tem os seus negócios particulares. E eles são muitos. Teria de trabalhar dez horas por dia para tocar todos eles. Há o Instituto Neymar Jr. e uma série de empreitadas com construtoras e em outros segmentos. Por ora, suas empresas, lideradas pelo seu pai, não admitem encampar alguma SAF no futebol, mas a possibilidade existe.

Neymar foi um dos melhores jogadores do mundo. Esteve perto de Messi e Cristiano Ronaldo quando eles estavam no auge na Europa. Suas atuações no Santos e no Barcelona, e um pouco também no PSG, o colocaram na mesma prateleira dos melhores do mundo de todos os tempos. Com o passar dos anos, Neymar caiu de produção, embora nunca tenha admitido isso. Mas o torcedor sabe.
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Mesmo para jogar uma Copa do Mundo, sua intensidade já não serve mais. Ele é diferente de Messi, que tem uma Argentina jogando aos seus pés, e de Cristiano Ronaldo, que mudou de posição, mas ainda consegue entregar gols, técnica e disposição física. Neymar deveria passar a se divertir no futebol como no começo de sua carreira, quase 20 anos atrás. Jogar pelo prazer de jogar, com compromisso esportivos coletivos, mas sem qualquer ambição individual a não ser ter uma despedida digna de sua história.




